terça-feira, 19 de agosto de 2008

Do nosso tempo

Quero te dar a mão, mas você não me olha. Penso que assim, então, é melhor eu me mandar. Esses são os quatro primeiros versos Do Nosso Tempo, da Cidadão Quem. E vocês não sabem quanto sentido faz, num sábado à noite, ao lado da pessoa que você gosta e faz mais sentido se é essa música que está tocando nessa hora. E faz mais sentido ainda se você está olhando pra ela e a sua mão está quase colada na dela. Faz mais sentido ainda se ela te olha. Faz mais sentido ainda se você continua olhando pra ela e fala tudo que pode falar. Praticamente fala que não pode viver sem ela. Que se não conversa com ela, teu dia fica uma bosta. Que o tempo que vocês ficam distantes é eterno e uma droga. Que ela faz tua vida ficar cem vezes melhor. Que você gosta até de ouvir os papos furados dela. Que você pode falar qualquer coisa que ela vai te entender. Que você não quer só ficar, mas estar com ela. Que a companhia dela já é motivo suficiente pra te deixar mais do que feliz durante as tragédias semanais que acontecem. Que antes você achava que gostava dela, mas agora tem mais do que certeza. Que as diferenças de vocês são as melhores coisas. Que o que passou foi inacreitável, mas o que virá será muito mais. Que você pode mostrar pra ela montes e montes coisas. Que você sonha e sonha. Que você precisa dela. E ela é tudo.

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