Dezenove anos e ainda quero as mesmas coisas. Parei, o tempo não. Também não são as mesmas, algumas só. Desisti do resto. Estou quase desitindo da outra parte. Mas as coisas que ainda quero, tenho plena consciência que não acontecerão. Não é pessimismo nem conformismo. Realismo. As coisas não caem do céu. Não disse que não acredito em um céu ou um Deus. Só disse que elas não caem do céu. Temos que fazer o mínimo esforço necessário para consegui-las. E é aí que está o problema: vale a pena? Não acredito no Pessoa quando ele escreve que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Nem tudo vale a pena. Nem tudo vale o esforço. Minha opinião. As coisas não valem a pena porque não têm sentido. Nada tem sentido. Falo isso porque procurei. Aliás, foi só o que fiz até agora, procurei sentido. Claro que não achei. Sentido na vida é tão real quanto o Santo Graal ou o Rei Arthur.
Olhem como as palavras caminham por si só. Não era nesse ponto que eu queria chegar. Quando comecei a escrever sobre as coisas que ainda quero, apesar do tempo e das circunstâncias. Queria falar das coisas que quis desde de guri. Persigo os mesmos objetivos há tanto tempo que já me confundi com eles. Não sei se existem ou não. Se podem ser alcançados ou são frutos da minha imaginação.
As coisas a que me refiro não são coisas. São sentimentos, pessoas. Sempre quis entender minha família, ter o mínimo de assunto possível com eles. Manter as velhas amizades. E agora vem a parte dramática que reluto em escrever, mas sempre aflora: a Lauren.
Mas é como falei em algum lugar. Dezenove anos é tempo suficiente para desistir de muita coisa. E as que ainda não desisti, não demorarão muito para ruírem. A cada dia o tempo se vai, escorre. Com ele, as chances, as esperanças, as tentativas. Daqui algum tempo não sobrará nada. Isso não me deixa triste. Simplesmente me deixa.
Olhem como as palavras caminham por si só. Não era nesse ponto que eu queria chegar. Quando comecei a escrever sobre as coisas que ainda quero, apesar do tempo e das circunstâncias. Queria falar das coisas que quis desde de guri. Persigo os mesmos objetivos há tanto tempo que já me confundi com eles. Não sei se existem ou não. Se podem ser alcançados ou são frutos da minha imaginação.
As coisas a que me refiro não são coisas. São sentimentos, pessoas. Sempre quis entender minha família, ter o mínimo de assunto possível com eles. Manter as velhas amizades. E agora vem a parte dramática que reluto em escrever, mas sempre aflora: a Lauren.
Mas é como falei em algum lugar. Dezenove anos é tempo suficiente para desistir de muita coisa. E as que ainda não desisti, não demorarão muito para ruírem. A cada dia o tempo se vai, escorre. Com ele, as chances, as esperanças, as tentativas. Daqui algum tempo não sobrará nada. Isso não me deixa triste. Simplesmente me deixa.
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