quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Quase final

Essas serão as últimas postagens deste ano. Provavelmente eu vá para o Bonja amanhã e só volte no início das aulas. Ainda não é certo, mas é o mais provável. E no Bonja, me obrigo a um exílio onde nada acontece. Se não me engano, coloquei três postagens de uma só vez. Não que eu ache que meus leitores (será que inexistentes como o cavaleirio de Calvino?) sentirão falta ou algo parecido. É só para dar a sensação de que o blog não ficará às moscas. Elas estão ruins. Talvez as cinco últimas estejam muito ruins. Mas não vou apagá-las nem nada, não é porque não me importe com a qualidade do que escrevo, é que se tivesse que apagar cada post ruim, o blog não existiria. Bom, me sinto na obrigação de fazer alguns comentários sobre o que surgiu esse ano. Algumas postagens ficaram realmente longas e não disseram nada com nada. Histórias mesmo, foram muito poucas. A maioria foi um conjunto dos meus devaneios de guri que não sabe como conseguir o que quer e se põe a reclamar escrevendo. Não gostei desse ano introspectivo. A sensação que tenho é a de que escrevi, escrevi e não escrevi nada. Acho que não é errado dizer isso. Mas enfim, foi o que saiu. Não posso negar que meu pessimismo ficou mais do que claro. E um pessimismo em relação a tudo. As postagens que falaram da Lauren dominaram o ano, ainda mais depois de agosto, que comecei a vê-la mais freqüentemente. Em setembro nem se fala. Um que particularmente gostei bastante foi O Outro. Tá bom que uma cópia descarada de Borges e talvez tenha sido por isso que gostei. O eixo não era meu. Saga teve seus pontos positivos. Sabem, pode ser até uma história meio trágica, mas quando a escrevi só queria dar umas risadas das burrices que já fiz. A Última História foi a postagem que mais mostrei a cara, fiquei completamente nu em meus sentimentos e depois dela pensei sobre continuar escrevendo coisas daquele tipo ou não. Por quem os sinos dobram, O Velho e o Mar e O Tempo e o Vento, junto com a Última História, foram as coisas mais sinceras que eu poderia ter escrito. E daí que elas estivessem carregadas de pessimismo, lirismo e amor não correspondido. Não foram só minhas atribulações da hora. Foram a libertação de coisas que me incomodavam há anos. Foram totalmente sinceras. E acho melhor escrever coisas sinceras a coisas boas. Bom, quero agradecer aos leitores (o bom de não ser lido é isso, posso agradecer a todos pelo nome), que tiveram uma paciência incrível ao perder seu tempo lendo meus devaneios: Fernando, Ricardo, Ramiro, Cíntia, Keny, mais recente, mas não perdeu muito, e Lauren, que só lê de vez em quando. Tenho algumas leituras para as férias e em março alguma coisa surgirá por aqui. Então, acabou. Pelo menos por enquanto.

3 comentários:

Ramiro disse...

Valeu ... por enqüanto, viu.
Um possível bom ano novo pra você ... abraço.

munny disse...

Fábio! eu li de vez em quando também! só esqueço de comentar :P

na verdade fiquei bastante chocada em alguns aspectos. teus textos eram bastante fortes.

... disse...

poisentaum...
Não entendi muito bem se o "mais recente" foi para mim, mas desde que descobri teu blog, li todos os posts. E posso ser sincera? Perdi muito, sim. Perdi muito tempo jogndo paciência Spider ao invés de ler teu blog.
E isso acontece. Mas descobri nesta infinidade de blogs que alguém pensa como eu, escreve como eu (não falo de qualidade, afinal, faço Hotelaria e não Letras!)mas sim um princípio básico: verdade. Concordo que os textos devem ser verdadeiros acima de serem bons. Mas isso não se aplica aos teus, pois eles conseguem ser inseridos nos dois critérios.
Poizé. Vim só agradecer a menção e me alonguei novamente. (tô fazendo polichinelo agora! hsuahsua...)
beijos e um ótimo 2009 pra nós!
Ah... saudades das "conversas"!!!