Há uns dois anos atrás, eu estava no primeiro semestre da Letras e perdido em Porto Alegre. Lembro que o maior fato daquele primeiro semestre não foi meu desempenho na faculdade, mas o Grêmio. Isso mesmo. Naquele ano o Grêmio chegou à final da Libertadores. Levou três do Boca lá. E tinha gente que achava que conseguiríamos fazer quatro aqui. Lembro que, quando saí da casa da minha tia para ver o jogo na casa do Fernando, o céu estava limpo, um sol nem tão forte nem tão fraco. Confesso que tive um fiozinho de esperança quando vi aquele céu mais que azul. Lembrei disso hoje quando saí de casa para PUC e o céu estava do mesmo jeito. Pensei no Inter de agora, que precisa fazer três no time do Ronaldo. Não sou colorado, mas minha raiva pelo time paulista é muito maior que minha antipatia pelo Inter. Não sei se acredito na vitória colorada, mas não seria mau. O céu azul de hoje também me lembrou do Grêmio que, em outra Libertadores e outra vez com um time ruim, precisa ganhar de dois do Cruzeiro amanhã. Não sei o que vai acontecer. Ainda tenho aquele mesmo fiozinho de esperança que tinha contra o Boca, mas agora estou preparado. Preparado para o pior, claro.
Mas o fato que fez com que eu cultivasse certa esperança no futebol foi o gol de Lúcio, o zagueiro-armador-e-agora-artilheiro. Agora tenho a certeza que qualquer coisa pode acontecer no futebol. Pela primeira vez acho que as coisas inesperadas podem ser boas, também.
0 comentários:
Postar um comentário