O Bonja faz história. A maior prova disso é o inesquecível feito de Amândio Inácio Dutra de Oliveira Velho, ou só Seu Amândio, como é conhecido. Pensei em contar a história dele quando fui para o Bonja no último feriado e soube das comemorações do centenário do velho. Ele nasceu em 12 de outubro de 1909. Deve ser pela afinidade de datas com a Padroeira que o velho vive há tanto tempo. Ele é filho do casamento entre Luis Antônio Inácio Dutra Velho e Thereza Cristina Almeida de Oliveira Velho. O casal teve mais cinco filhos, mas só Amândio vingou: três morreram pouco depois do parto, um morreu afogado no Poço Redondo quando tinha dez anos e uma menina teve tuberculose aos oito. Graças a essa tragédia familiar, ele se tornou o filho único de um fazendeiro rico.
Quando Amândio fez quatro anos, o Bonja se emancipou, como seu pai era dono da metade do município, membro do PRR e amigo de Borges de Medeiros, se tornou o intendente. Assim, Amândio cresceu à luz do dinheiro, do positivismo e da política.
Aos dezoito anos, ele veio para Porto Alegre. Seria “Doutor Adevogado”, como dizia seu pai. Na capital, ele travou conhecimento com estudantes de Direito, políticos, baralhos, champagne e algumas francesas do Clube dos Caçadores. Essas últimas levaram metade dos campos do velho Luis Antônio, que bancava tudo.
Três anos mais tarde, em 1930, Amândio estava no último ano da faculdade e Getúlio concorria à presidência. Ele apoiava o baixinho, todos estavam no saco do positivismo. Mas Vargas não levou e deu toda aquela folia de Revolução. Como todo mundo naquela época de efervescência política, Amândio também queria seu lugar ao sol. Arranjou um lugar no Trem da Vitória. Percorreu os 1.300 quilômetros até o Rio de Janeiro e lá escreveu o nome do Bonja na história.
Seu Amândio, nego véio lá do Bonja, que ainda fuma palheiro, tem escarrador em casa, usa lenço branco, tem mais rugas que a falecida Dercy, anda apoiado na bengala, sem um fio na cabeça, um dente na boca e cem anos na cacunda foi o primeiro gaúcho a amarrar o cavalo no Obelisco. Não era o Rio Grande que conquistava o Brasil. Era o Bonja. E com o cavalo do Seu Amândio.
Quando Amândio fez quatro anos, o Bonja se emancipou, como seu pai era dono da metade do município, membro do PRR e amigo de Borges de Medeiros, se tornou o intendente. Assim, Amândio cresceu à luz do dinheiro, do positivismo e da política.
Aos dezoito anos, ele veio para Porto Alegre. Seria “Doutor Adevogado”, como dizia seu pai. Na capital, ele travou conhecimento com estudantes de Direito, políticos, baralhos, champagne e algumas francesas do Clube dos Caçadores. Essas últimas levaram metade dos campos do velho Luis Antônio, que bancava tudo.
Três anos mais tarde, em 1930, Amândio estava no último ano da faculdade e Getúlio concorria à presidência. Ele apoiava o baixinho, todos estavam no saco do positivismo. Mas Vargas não levou e deu toda aquela folia de Revolução. Como todo mundo naquela época de efervescência política, Amândio também queria seu lugar ao sol. Arranjou um lugar no Trem da Vitória. Percorreu os 1.300 quilômetros até o Rio de Janeiro e lá escreveu o nome do Bonja na história.
Seu Amândio, nego véio lá do Bonja, que ainda fuma palheiro, tem escarrador em casa, usa lenço branco, tem mais rugas que a falecida Dercy, anda apoiado na bengala, sem um fio na cabeça, um dente na boca e cem anos na cacunda foi o primeiro gaúcho a amarrar o cavalo no Obelisco. Não era o Rio Grande que conquistava o Brasil. Era o Bonja. E com o cavalo do Seu Amândio.
* Informações retiradas do livro "Bom Jesus"- duas épocas, 1975, Abreu.
1 comentários:
É isso aí ...
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