<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962</id><updated>2011-10-04T23:01:51.171-07:00</updated><title type='text'>Finalidades</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-9152367916527530159</id><published>2011-04-01T09:29:00.000-07:00</published><updated>2011-04-01T09:33:23.007-07:00</updated><title type='text'>Chance</title><content type='html'>A&lt;em&gt; primeira semana em Porto Alegre foi uma das piores que tive. Não conseguia dormir por causa do calor e quando pegava no sono delirava com cronogramas e ementas de disciplinas. Tudo me deixava apreensivo. Pegar ônibus era uma luta. No começo, não sabia nem por qual porta subir. Nunca tinha certeza do lugar onde tinha que parar. Sempre ficava em pé, de medo. As aulas me apavoravam. Eu não conseguiria dar conta daquelas apresentações, seminários e dezenas de outras coisas inúteis que preenchem o primeiro semestre de um curso. Também havia o fato de que eu não havia lido mais da metade das coisas que os professores falavam. Foi um terror intelectual aquela primeira semana. Não lembro de ter trocado muitas palavras com meus colegas naquela semana. Eu era um legítimo bicho do mato. Trazia um livro, entrava na sala cedo, lia até que começasse a tortura. Eu tinha quase certeza de que era um dos menos privilegiados intelectualmente. Trocando em miúdos, eu me achava o mais burro da turma. Lembro do primeiro sábado que seguiu a semana terrível. Depois de ir até a PUC para ter aula de Libras, eu estava morto. Minha cabeça doía, meus olhos pesavam de sono e sentia muita vontade de chorar, dar um pé em toda aquela frescura de faculdade e voltar pra casa. Na tarde desse sábado, minha mãe telefonou. Quando falei com ela, meus olhos se encheram de água. Senti vontade de dizer que queria voltar, que não ia dar conta de tudo o que pediam, que eu era um burro perto dos outros... Mas não disse. Não disse por causa da vergonha. Seria um vexame eu voltar correndo pra casa depois de uma semana. Tinha que aguentar. Um chinelo como eu não teria outra chance.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-9152367916527530159?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/9152367916527530159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=9152367916527530159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/9152367916527530159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/9152367916527530159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2011/04/chance.html' title='Chance'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-35385480041888420</id><published>2011-03-03T16:39:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T17:26:01.447-08:00</updated><title type='text'>O domingo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comecei o último semestre de Letras. Em agosto pretendo estar formado. Essa jornada vai acabar. Pensei em terminar com o blog também. As postagens não são frequentes há muito. Mas decidi fazê-lo só quando me formar, até lá, tentarei escrever uma série de histórias que seguirão cronologicamente meu tempo no Bonja, na Letras  e em Porto Alegre. Pretendo que este post seja o primeiro da sequência. Por isso, depois de alguns espaços dramáticos, você poderá ler a primeira das histórias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando pensei em contar a jornada, entendi que deveria começar antes dela ter iniciado. É do dia anterior a minha vinda para Porto Alegre que inicio. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Era um domingo de fevereiro de 2007, fazia um sol fraco no Bonja. Era um dia bonito, um dos mais bonitos que vi na cidade. Eu achava tão bonito porque era o último que passaria lá. As malas já estavam prontas desde o dia anterior. Não era muita coisa: algumas roupas, dois livros de Português, roupa de cama e um par de tênis. O que mais lembro é do par de tênis, era o único que tinha e estava tão liso que um furo seria inevitável depois de mais alguns passos. Era com eles que eu começaria minha jornada. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não sabia bem o que fazer naquele dia. Ficar em casa? Pensar no que aconteceria? Sair de casa?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Preferi essa última. Caminhei pelas ruas que mais conhecia. Aquelas que levavam ao colégio, à praça, ao trabalho dos meus pais, ao bar, à casa dos meus amigos, à casa de algumas gurias. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Caminhava para encontrar alguém, para guardar a fotografia daqueles lugares na minha cabeça. Eles representavam dezessete anos da minha história.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Até aquele domingo, eu quis partir. Passei o ano todo pensando em partir. Não poderia ser alguma coisa se ficasse no Bonja. A vida medíocre me sugaria. Meu destino, ali, era ser ninguém. Quando entrei no terceiro ano, entendi que só iria embora por um milagre. Eu era um baita chinelo. Nunca teria como pagar uma faculdade. Não interessava se eu era o melhor aluno da turma, se eu era mais esforçado que os outros. Minha formação, uma hora ou outra, seria tolida pela minha falta de grana. Eu achava que o final do terceiro ano era a tal hora. Mas um milagre, se é que posso dizer assim, aconteceu. Ganhei uma bolsa, fui premiado pela minha pobreza. E era esse prêmio que me fazia caminhar pelas ruas do Bonja nostálgico e medroso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu não tinha ideia do que iria acontecer. Não vou mentir, estava todo cagado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois de ruminar meus temores e saudades, voltei para casa, era quase noite. O ônibus sairia às 6 horas do outro dia. A mudança começaria cedo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em casa, depois do banho e da janta, me despedi do Paulo. Ele me deu boa sorte. Quase chorei naquela hora, não sei se de desespero ou outra coisa qualquer. Antes de dormir, meu pai chamou e me deu dinheiro, 80 reais. Disse que era só o que poderia me dar. Não reclamei. Quase nunca reclamava para ele. Sabia que era pouco, mas eu daria um jeito.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dali para a frente, eu teria de dar um jeito, no que quer que fosse.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-35385480041888420?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/35385480041888420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=35385480041888420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/35385480041888420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/35385480041888420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2011/03/o-domingo.html' title='O domingo'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-7327690407119915270</id><published>2010-11-03T15:41:00.000-07:00</published><updated>2010-11-08T06:49:30.474-08:00</updated><title type='text'>Para Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Do que Bené gostava mesmo era da putaria. Tentava esconder seus desejos entre bíblias, cantos e gravatas de crente. Mas só tentava. Do fundo de Bené, aflorava um tarado, um putanheiro de marca maior.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Sempre teve desejos, o Bené. Antes, na adolescência, conseguia contê-los. Quando morava com sua tia Tetéia, aquela Tetéia das coxas grossas, peitos grandes, cabelos compridos e saia (era crente a tia), matava seus desejos com masturbações semanais. Só tocava uma por semana por achar que mais levariam-no ao inferno.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Aos vinte e dois, Bené quase entregou-se à tentação. Nos ensaios do coral da igreja, a mulatinha Rose o provocava. Rose decotava os peitos e rebolava as ancas com aquela magia ardente que somente as crentes adolescentes possuem. Depois de ensaiados os hinos, Rose vinha falar com Bené, perguntava se iriam juntos pra casa, os dois moravam na Vila Pinto. Bené, no começo, não via maldade nas conversas de Rose, afinal, era uma irmã... Me digam, senhores leitores, que irmão deixaria uma irmão mulata e gostosa como a Rose voltar sozinha para casa enfrentando o frio do Bonja e os possíveis tarados? Respondam por vocês. Só o que posso afirmar é que eu Bené não deixaríamos. Por isso, sempre que o culto acabava, Bené caminhava ao lado da irmã Rose. Enquanto andavam, falavam do Senhor, dos cultos, dos hinos. Mas as conversas mudavam o tom na medida em que os dois se acostumavam um com o outro. Dos papos carolas, foram para as fofocas sobre o pessoal da igreja e, das fofocas, meus amigos, foram para as tentações. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando começaram a falar sobre tentações, as caminhadas se demoraram, a volta já não se fazia tão rápida. Andavam como se os passos fossem lentas masturbações. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Numa das noites do longo inverno do Bonja, Rose sentiu frio e pediu que Bené a abraçasse. Envergonhado, mas segurando um sorriso de beiços largos, Bené passou o braço pelos ombros de Rose. Não era um inverno de neve e geadas que impedia a moça de usar decotes. Bené se dava conta disso quando seus olhos esbugalhados se deparavam com seios que subiam e desciam, subiam e desciam...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Somente olhos não matam as vontades da carne. Bené tinha que tocá-los. Mais que tocá-los, senti-los. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Bené levou os dedos até os relevos que surgiam daquele corpo. Tocou-os. Rose não disse nada, apenas olhou para Bené antes de fechar os olhos. Bené aprendeu que um toque leva a outros. Fez com que seus beiços rosados amassassem os de Rose. A mulata saiu com uma língua atrevida. Deu-se um entrevero de línguas. Tudo se encaminhava. A noite, os toques, as línguas mostravam que tudo se encaminhava.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas Bené pensou.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Com o defeito daqueles qe ainda são tolos, Bené pensou.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pensou em Aristides, o pastor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pensou com tanta força que parecia ver o pastor na sua frente, os cabelos alisados à força, o pescoço estourando o colarinho, o conhecido mau hálito fugindo da Boca.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Bené largou a luta de bocas e correu. Correu até não ver os peitos de Rose, até não sentir o mau hálito do pastor. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Daquele momento, até os trinta anos, a vida de Bené foi outra. Passou oito anos apenas orando, trabalhando e indo ao culto. Depois do episódio Rose, viu a mulata apenas duas vezes. Depois disso, ela foi pra vida - aquela vida. Durante o tempo de reclusão e limpeza espiritual, Bené lutava contra o dragão da tentação. Mal sabia ele que, nos seus trinta anos, apareceria o maior dragão de todos: Maria.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A única coisa simples em Maria era o nome, porque as curvas eram complexas, os atributos merecedores dos mais desconhecidos adjetivos. Se esse que vos escreve encontrasse Maria na rua, diria:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Puta-que-o-pariu!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Maria não era crente, era puta. À noite, trabalhava na Maloca, de dia, era vizinha de Bené. O recluso cabaço nem mesmo olhava para a casa pequena e desengonçada de sua vizinha. Não tinha ares aristocráticos ou preconceitos o Bené. Apenas medo. Medo que as coxas viessem até sua casa. Medo de que os peitos pulassem em sua direção. Medo de que a bunda sorrisse pra ele - os machos sabem de qual sorriso falo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Deu-se o caso que, numa quinta-feira pela tarde, Bené saísse mais cedo de seu serviço no armazém do Tariatti. Ao chegar em casa, Bené nem olhou para o lado. Entrou em casa quase correndo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Chegou e, como de costume, fez seus louvores ao Senhor. Quando ia ligar o fogão para esquentar o café, escutou batidas. Abriu a porta e viu Maria. Juro que um risco de baba escorreu de sua boca na hora. Era verão, e o pouco vestido a deixava à mostra.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dessa vez, Bené não pensou.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Puxou a moça para dentro e conheceu o bom da vida.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nem preciso dizer que o homem esqueceu a igreja, o pastor, os hinos. Virou cantor, bêbado e o maior putanheiro do Bonja. Até mesmo nas noite de geada se ouvem seus girtos de louvor à putaria. Sua primeira música teve a seguinte dedicatória:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Para Maria, de lábios molhados inesquecíveis".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-7327690407119915270?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/7327690407119915270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=7327690407119915270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/7327690407119915270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/7327690407119915270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2010/11/para-maria.html' title='Para Maria'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-887991504903701345</id><published>2010-08-24T15:41:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T16:29:52.655-07:00</updated><title type='text'>Breno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Há cinco anos, passava minhas tardes no bar. Cinco anos. Já contei que, naquele período, convivi com figuras peculiares. Falei do Bigisto, mas não do Breno, seu irmão. O Breno também tinha várias alcunhas: J.B., José Breno, Zé Breno, Breno, Surucuá - essas eram as que eu conhecia. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Como o Bigisto, o Breno teve seus dias de glória e riqueza. Em alguma época de sua vida, foi um esbanjador, aproveitador, vagabundo ou seja lá como vocês querem chamar o sujeito que em alguma parte da vida chuta o balde.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois de algumas bebedeiras e um bocado de dinheiro jogado fora, o Breno casou. Sua senhora de cujo nome não lembro era figura cativante e respeitosa. Sim, respeitosa. Embora seu passado fosse conturbado, depois de casada, a senhora foi de conduta irreparável. No período do casamento, o Breno até tomou jeito - bebeu menos, gastou menos... essas coisas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Seria importante dizer que o Breno teve um filho, um pequeno ser com nome de tirano: Átila. Mas não quero que outros personagens entrem na história. Deixemos Átila de lado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois da morte da mulher, a vida de nosso protagonista tomou outros rumos. O principal deles era, claro, o do copo. O Breno passava boa parte dos seus dias de aposentado dentro dos bares do Bonja. Bebia em todos, e, mais do que bebia, devia em todos. Um dos bares onde ele bebia e devia era o do meu pai. Havia semanas nas quais o Breno passava as tardes comigo, contando causos que já havia contado milhares de vezes, rezando a "Ave Maria" em francês, resmungando. Apesar de me chamar de Fabiano, eu gostava do Breno. Tinha um ar de mistério envolvendo aquela figura, ele era mais velho, vivido e tinha passado por uma das grandes tragédias que podem acontecer: empobrecido. Se um chinelo nunca sair da merda, ele nunca vai ficar triste, afinal, nasceu naquela condição, acostumou-se a ela e conformou-se com ela. Mas, se um homem sentiu o gosto doce e pesado da riqueza, ele dificilmente irá esquecê-lo. Por Breno pertencer a esse último grupo, eu o olhava de um modo diferente. Sua alma, de alguma maneira, me parecia trágica.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Desde a percepção dos meus quinze anos não via o Breno. Nem o verei mais. Não fui só eu que parti, ele também. Na semana passada, Breno se entregou para o inverno do Bonja. Numa madrugada, morreu no boteco, bebendo da vida.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-887991504903701345?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/887991504903701345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=887991504903701345' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/887991504903701345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/887991504903701345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2010/08/breno.html' title='Breno'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-4930625807475054578</id><published>2010-07-09T11:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-09T12:41:24.414-07:00</updated><title type='text'>Encontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E o nosso personagem se arrumou naquela noite de sábado. Saiu apressado. Clélia o esperava, ansiosa. Poucos minutos atrás havia ligado e dito para ele chegar rápido, pois ela estava com pressa. Nosso personagem, cujo nome, por motivos éticos, não posso revelar, pegou seu VT e se encaminhou até a parada mais próxima de sua casa. Enquanto caminhava pela Avenida Bento Gonçalves, o persongem respirava o ar um pouco menos poluído da noite e olhava até onde suas bolitas alcançavam. Não era fácil aquela Avenida. Vez ou outra ele tinha encontros desagradáveis com ladrões e travestis, ainda não se acostumara com os últimos. Quando chegava na parada, nosso amigo avistou a linha JARI-BENTO. "Estou com sorte", pensou. Talvez aquela fosse sua agradável noite de prazer e sorte. Ele merecia: era, antes de tudo, um forte. Naquele mesmo sábado, havia trabalhado até as nove da noite. Chegou em casa cansado e talicoisa, é verdade. Mas a lembrança de Clélia fez com que o personagem puxasse suas últimas forças e saísse para a noite de sábado. Seu encontro amoroso/sexual  com Clélia era aguardado, por ambos, com impaciência. Claro que você, leitor atento que perde tempo lendo historietas como essa, já percebeu o busilis. O personagem era pobre e seu par romântico de uma fealdade marcante. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas larguemos de mão concepções estéticas ou análises sociais e voltemos à historieta... Nosso personagem, sentado no fundo do JARI-BENTO, olhava as luzes que a pacífica e singela Porto Alegre lhe oferecia. Seria bonito terminar a historieta aqui. Um homem a caminho de um encontro a contemplar as estrelas. Mas essa narrativa tem um toque real. De repente, o ônibus parou. Ele pensou "Puta merda, a Clélia vai ficar louca comigo". Nesse momento, nosso personagem viu uma dessas senhoras que, nas noites de sábado, se deslocam de seus lares até a Casa de Portugal. Mas essa senhora não aparentava a serenidade de quem ia ao local referido. A senhora estava enrijecida, com os dedos tortos. Quase sem voz, ela disse que estava morrendo, que seu peito ia estourar... Estava à beira de um ataque cardíaco!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O personagem e as outras duas pessoas do ônibus - motorista e cobrador - tentaram prestar socorro à pobre senhora, mas, não tendo muito domínio sobre questões da medicina, palestraram e decidiram levá-la ao HPS, atitude que parecia ser a mais correta. Nosso protagonista se absteve de acompanhar a enferma e os dois homens ao hospital - tinha um compromisso inadiável...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Desprovido do transporte, o personagem decidiu fazer o resto do trecho a pé. Era acostumado a caminhadas, era pobre. Somente alguma coisa realmente grave o faria desistir do encontro com Clélia. E, é claro, essa coisa aconteceu.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando caminhava pelo viaduto da João Pessoa, o personagem sentiu a pior dor de barriga da história da cidade. Dores horríveis o acossavam, barulhos gritantes saiam do que parecia ser sua barriga. Quando seu ânus começou a afrouxar-se, o personagem percebeu a gravidade da situação. Desesperado, com o suor  inundando a testa, ele olhou para baixo do viaduto. Não veria Clélia naquela noite.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-4930625807475054578?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/4930625807475054578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=4930625807475054578' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4930625807475054578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4930625807475054578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2010/07/encontro.html' title='Encontro'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-5693113499587055004</id><published>2010-07-09T07:05:00.000-07:00</published><updated>2010-07-09T07:07:57.091-07:00</updated><title type='text'>Cadela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;             Não. Não era uma criança bela nem arteira, dessas que os pais contam os feitos. Era mais silencioso e calmo, chegando até a ser sem graça. Beleza também não emanava do meu pequeno ser. Talvez uma feiúra simpática definisse melhor meu aspecto estético. Como podem observar, desde pequeno me destinava à igualdade medíocre na qual quase todos os humanos se irmanam.  &lt;br /&gt;            Na infância também não fui mais saliente que os outros. Lembro, principalmente, dos primeiros recreios na escola, quando os meninos se juntavam para o futebol. Não era o primeiro nem o último a ser escolhido, fato que comprova minha habilidade para correr e minha falta de habilidade para correr com a bola. Penso até hoje que, se tentasse ser boleiro, seria, no máximo, um volante, posição que só exige um mínimo de noção do jogador.&lt;br /&gt;            Quando saí dos gramados da infância e entrei na adolescência, não deixei minha redoma de mediocridade. Provo isso pela minha estatura: enquanto meus colegas altos eram bem maiores que os professores e os baixos bem mais baixos, eu era médio. Também posso provar minha mediocridade pelo desempenho com o sexo oposto. Nunca consegui beijos das loiras de olhos claros, seios crescidos e bundas desenvolvidas que povoavam os sonhos masturbatórios dos meninos. Beijei as morenas magras, de olhos castanhos e bundas escassas. E aqui, leitores, agradeço a essas morenas, pois elas eram princesas perto das gordas espinhentas e sebosas que habitavam minha vida escolar adolescente.&lt;br /&gt;            Por falar em adolescente, deixei de ser um quando entrei na faculdade. Cursei Letras, claro, com o auxílio do governo, pois eu fazia parte daquele núcleo social nem rico nem pobre. Agora que paro para pensar, acho que também esse curso era médio, pois não era tão inútil como Direito e nem tão útil como a Filosofia... Mas enfim, deixemos de devaneios e continuemos desde o ponto em que entrei na faculdade.&lt;br /&gt;            Quando entrei na faculdade, comecei a trabalhar – já falei sobre a parcela social que eu integrava. O trabalho não me deu independência financeira, volta e meia tinha de recorrer ao auxílio financeiro de meus pais, o que me tornava um independente/dependente, se assim posso dizer. Também foi na faculdade que tomei consciência da minha mediocridade. Não era um mau aluno. Frequentava às aulas, lia o que pediam, mas não me esforçava. A nota passável me bastava. Não queria ter um belo histórico, um boletim primoroso. Queria, simplesmente, passar.&lt;br /&gt;            Passando com o que dava, me formei e tornei uma espécie de professor/escritor. Não fazia bem nenhuma das duas coisas. Os alunos não viam em mim um exemplo, nem gostavam tanto da minha aula, pelo menos sei que não me consideravam o professor mais chato com a aula mais inútil. Como escritor, não fiz nada genial. Consegui alguns elogios pelos nomes dos personagens, pela tentativa de busca da originalidade – vejam bem, pela “tentativa” de busca. Enfim, nada demais. Nada que me tornasse imortal ou bem lembrado. &lt;br /&gt;            Disse a vocês no primeiro parágrafo, desde pequeno estava fadado à mediocridade. Agora atentem para essas últimas coisas que digo: essa cadela é o pior câncer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-5693113499587055004?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/5693113499587055004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=5693113499587055004' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5693113499587055004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5693113499587055004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2010/07/cadela.html' title='Cadela'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-8940718345372777962</id><published>2010-05-13T13:13:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T14:10:22.461-07:00</updated><title type='text'>Eu estava lá!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Da janela do meu quarto, eu podia ver todo o campo do Municipal. Podia ficar de joelhos e olhar o jogo no conforto do lar, tranquilo, sem enfrentar as intempéries do clima bonjesuense. Mas eu ia para lá. Sentava no cordão da pista atlética do Municipal, bem no lado que desemboca na Sapolândia. Assistíamos o jogo eu, meu pai e o Croco. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Geralmente eram peladas as que aconteciam no Municipal. Se eu falar que vi bons jogos naquele campo, estarei faltando com a verdade. Os jogos eram péssimos. Os jogadores não eram maravilhosos e, quando corriam, fatalmente tropeçavam nas bostas de cavalos e vacas. Ah! Esqueci. O Municipal também servia como campo de pastagem. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas então. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ficávamos nós três sentados no fino cordão da pista atlética, passando frio ou calor, levando chuva ou vento, cheirando bosta equina. Você irá se perguntar: se era tão horrível, porque você ia? Eu queria ver jogo. Queria ver gol. Queria ver gente de verdade que jogasse bola. A televisão passava jogos. Eu também os via. Mas aqueles jogadores da caixinha estavão muito distantes de mim. Eu queria fazer parte do jogo e não ficar fora dele, como quem assisti. Ontem, quando sentei no Estádio Olímpico, peguei chuva e fiquei com a bunda molhada, foi do Municipal, do pai e do Croco que lembrei. Estava eu sentado, sozinho, a quilômetros de toda essa nostalgia, quando começou Grêmio X Santos. Tinha medo. Acho que só tinha medo. O Santos era o que todo mundo fala. E o Grêmio... Bom, o Grêmio é aquilo que todo gremista sabe: um sofrimento. Grêmio e facilidade são significados que não se suportam. Ainda cagado, nostálgico e com a bunda molhada, vi o Santos fazer dois gols. Pensei puta-que-o-pariu. Não queria ser platéia de tão trágico espetáculo. Pênalti pra fora e eu lá, sofrendo. Fim de primeiro tempo. Fiz uma promessa pra mim mesmo: se o Grêmio não virar, nunca mais olho uma pelada que seja. Iniciou o segundo tempo e eu crente na promessa. Mas o Grêmio fez um. Fiquei alegre, diminuímos a diferença, mas ainda perdíamos. O time fez dois. Eu e o desconhecido do meu lado nos olhamos. Vimos em nossos olhos refletidos apenas uma coisa: esperança. Meus batimentos aumentaram. Comecei a morder a gola da blusa. O Grêmio tinha que virar. Tinha que virar. Tinha que virar. E virou com um golaço. Quando vi a rede estufada, gritei. Mais 38.000 pessoas gritaram. Virei para o desconhecido do meu lado, ele gritava, levantava as mãos. Gritamos juntos, alto. Nos abraçamos, pulamos juntos. Eu via um episódio épico. E  sabia que veria mais. O Grêmio fez o quarto gol. As 38.000 pessoas gritaram ainda mais alto. Eu e o desconhecido pulamos mais. Gritamos mais. O desconhecido chorava. Eu tinha o olho cheio de lágrimas. Não tinha visto nada maior. Nossa empolgação levou uma chuveirada com o terceiro gol do Santos. Mas o árbrito apitou o final. Não sei quantos sentimentos me invadiram. Eu batia palmas, gritava, aliviava o peito. Lembrava novamente do Municipal, do pai, do Croco. Pensei em todas as coisas que contaria para eles quando os visse. Concluí que só uma frase bastaria. Eu estava lá!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-8940718345372777962?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/8940718345372777962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=8940718345372777962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8940718345372777962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8940718345372777962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2010/05/eu-estava-la.html' title='Eu estava lá!'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-30389583948122416</id><published>2009-12-17T09:38:00.001-08:00</published><updated>2009-12-17T10:30:15.110-08:00</updated><title type='text'>Cidade Invisível - 3ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mártires&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Essa só ouvi. Não estava lá para ver. Mas, por essa, ponho minha mão no fogo, como diz a Dona Ondina. Pois vamos ao causo. Se você não morou numa cidade pequena quando era criança, não sabe o que é infância de verdade. Só uma palavra pode resumir a infância em uma cidade pequena: liberdade. E quando você era filho de mãe solteira, morava com a avó, era pelado, marginalizado e ninguém ligava pra você, limites só existiriam quando a vara de marmelo lambesse seu lombo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A infância de duas pessoas que conheço foi assim. Meu pai e o Croco. Os dois moravam na Avenida. Mas não se deixe enganar por esse substantivo que faz lembrar ruas largas, calçadas, com casas bonitas e grandiosas. Eles moravam no lado pobre da avenida: O Taipão. Claro que você não sabe o que é O Taipão (assim mesmo, com O maiúsculo pra fortalecer a palavra). O Taipão é um empilhado de pedregulhos que separa a Avenida Manoel Silveira de Azevedo da Sapolândia. Isso mesmo, você não leu errado. O nome é Sapolândia. A primeira ideia que esse nome traz é a de sapos, né? Pois não precisa ser formado em Letras para saber disso. A Sapolândia é, digamos assim, um enorme banhado. Quando chove, alaga tudo e, claro, os sapos dão o ar da graça. Mas, se você acha que esse é um comentário preconceituoso, vá aprender a ler com o Prof. Sérgio. Não foi isso que pretendia dizer. Eu mesmo, que agora me fantasio de porto-alegrense, sou filho da Sapolândia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Foi nesse lugar de nome tão peculiar que meu pai e o Croco cresceram e aprontaram coisas escabrosas. Vou contar uma delas. O Bonja era abastecido por uma caixa dágua. Não muito alta, em cima do morro entre a Borges e a Laurindo Paim, estava a tal caixa. Quase toda a cidade era abastecida por ela, menos a Sapolândia que não possuia saneamento. As duas criaturas, em períodos nos quais não temiam cair e quebrar o pescoço, andavam de carrinho de rolamento em cima da caixa. Isso, por si só, já era uma sem-vergonhice medonha. Mas o pior vinha depois. Cansados, melecados de tanto suor. As criaturas precisavam tomar banho. Como na Sapolândia não havia encanada, muito menos chuveiros elétricos, eles tinham que dar um jeito. E o jeito era tomar banho na caixa dágua. Assim, a população mais abastada do Bonja tomava a água do banho das duas criaturas. Você pode considerar isso uma falta de consideração bagual. Mas, sem querer arranjar uma desculpa e já arranjando, você já imaginou que essa era uma forma de revolta social? Quero acreditar nisso. Quero acreditar que meu pai e meu padrinho não eram apenas safados. Quero acreditar que eles eram mártires sociais. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-30389583948122416?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/30389583948122416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=30389583948122416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/30389583948122416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/30389583948122416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/12/cidade-invisivel-3-parte.html' title='Cidade Invisível - 3ª parte'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-4747905167942963537</id><published>2009-10-21T11:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T09:16:05.171-07:00</updated><title type='text'>Cidade Invisível- 2ª parte</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Seu Amândio e o Obelisco*&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O Bonja faz história. A maior prova disso é o inesquecível feito de Amândio Inácio Dutra de Oliveira Velho, ou só Seu Amândio, como é conhecido. Pensei em contar a história dele quando fui para o Bonja no último feriado e soube das comemorações do centenário do velho. Ele nasceu em 12 de outubro de 1909. Deve ser pela afinidade de datas com a Padroeira que o velho vive há tanto tempo. Ele é filho do casamento entre Luis Antônio Inácio Dutra Velho e Thereza Cristina Almeida de Oliveira Velho. O casal teve mais cinco filhos, mas só Amândio vingou: três morreram pouco depois do parto, um morreu afogado no Poço Redondo quando tinha dez anos e uma menina teve tuberculose aos oito. Graças a essa tragédia familiar, ele se tornou o filho único de um fazendeiro rico.&lt;br /&gt;Quando Amândio fez quatro anos, o Bonja se emancipou, como seu pai era dono da metade do município, membro do PRR e amigo de Borges de Medeiros, se tornou o intendente. Assim, Amândio cresceu à luz do dinheiro, do positivismo e da política.&lt;br /&gt;Aos dezoito anos, ele veio para Porto Alegre. Seria “Doutor Adevogado”, como dizia seu pai. Na capital, ele travou conhecimento com estudantes de Direito, políticos, baralhos, champagne e algumas francesas do Clube dos Caçadores. Essas últimas levaram metade dos campos do velho Luis Antônio, que bancava tudo.&lt;br /&gt;Três anos mais tarde, em 1930, Amândio estava no último ano da faculdade e Getúlio concorria à presidência. Ele apoiava o baixinho, todos estavam no saco do positivismo. Mas Vargas não levou e deu toda aquela folia de Revolução. Como todo mundo naquela época de efervescência política, Amândio também queria seu lugar ao sol. Arranjou um lugar no Trem da Vitória. Percorreu os 1.300 quilômetros até o Rio de Janeiro e lá escreveu o nome do Bonja na história.&lt;br /&gt;Seu Amândio, nego véio lá do Bonja, que ainda fuma palheiro, tem escarrador em casa, usa lenço branco, tem mais rugas que a falecida Dercy, anda apoiado na bengala, sem um fio na cabeça, um dente na boca e cem anos na cacunda foi o primeiro gaúcho a amarrar o cavalo no Obelisco. Não era o Rio Grande que conquistava o Brasil. Era o Bonja. E com o cavalo do Seu Amândio.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;* Informações retiradas do livro "Bom Jesus"- duas épocas, 1975, Abreu.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-4747905167942963537?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/4747905167942963537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=4747905167942963537' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4747905167942963537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4747905167942963537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/10/cidade-invisivel-2-parte.html' title='Cidade Invisível- 2ª parte'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-4097859522247419550</id><published>2009-08-26T10:49:00.000-07:00</published><updated>2009-08-28T12:59:59.618-07:00</updated><title type='text'>Cidade Invisível- 1ª parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pequenino, O Grande Comunicador&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Rádio Aparados da Serra, do Bonja, tem sua grande estrela. E é nas noites de segunda à sábado, das 20h às 22h, que essa estrela brilha. O nome da estrela é Pequenino e todos já o conhecem como Pequenino, o Grande Comunicador. Um nome histórico, sem dúvidas. Seu programa, o popular "Estrela da noite", é o mais ouvido entre o Bonja, Jaquirana e Capela (pra quem não sabe, esse é o apelido carinhoso de São José dos Ausentes). Acho que não há uma pessoa nessas três cidades que ainda não tenha ouvido o Pequenino. Nas últimas férias no Bonja, tive que conversar com esse ídolo das multidões. Fui até seu carrinho de churros (agora também com pastéis), na Praça Rio Branco, em frente à Igreja, e perguntei qual era o segredo de todo aquele sucesso. Ele ajeitou os óculos redondos, arrumou o lenço preto na cabeça (apesar de quase careca, ainda se preocupa em derrubar cabelos em seus churros e pastéis) e começou a falar. "Tenho dois segredos: a Praça e o Rei". Atendeu uma senhora gorda que pedia um pastel para seu filho e, antes de pagar, elogiou seu programa. Pequenino agradeceu a senhora com sua conhecida simpatia e continuou. "O contato com as pessoas aqui na Praça me faz saber o que elas querem ouvir. O que estão sentindo. O que posso fazer por elas. Conhecer os ouvintes da "Estrela da noite" ajuda muito no sucesso". Enquanto o sino da Igreja tocava, Pequenino se calava. Depois falou. " E o Rei também ajuda. Não conheço ninguém que não goste dele. Por isso, sempre acabo o programa com ele. É gol na certa". E assim, Pequenino, O Grande Comunicador, mostrou a fórmula do sucesso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-4097859522247419550?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/4097859522247419550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=4097859522247419550' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4097859522247419550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4097859522247419550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/08/cidade-invisivel.html' title='Cidade Invisível- 1ª parte'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-5422390429310487893</id><published>2009-07-01T14:34:00.001-07:00</published><updated>2009-07-02T13:44:02.715-07:00</updated><title type='text'>Agora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Agora penso até em colocar a meia no pé esquerdo primeiro. Penso que vale a pena ir pra faculdade na segunda-feira. Ficar até o final da aula. Sair no sábado pra fazer qualquer coisa. Ficar pensando em nada e tudo naquela hora em que o sono nem vai nem vem. Passar frio em certas horas. Ficar em silêncio escutando alguém respirar. Fazer cafuné na cabeça. Ficar encarando. Ouvir o que alguém fez no dia e na semana. Rir do nada. Perguntar “que foi”? mesmo que ninguém tenha dito nada. Conversar. Ouvir. Esperar. Chegar atrasado. Tentar, realmente, escrever. Dar risada sem preocupação. Dar presente. Ver alguém contente. Estar contente. Abraçar. Ser abraçado. Andar de mão dada. Beijar. Estar bobo. Abrir o olho e não acordar. Perceber que, só por isso, já valeu a pena ter vindo pra cá.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-5422390429310487893?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/5422390429310487893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=5422390429310487893' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5422390429310487893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5422390429310487893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/07/agora.html' title='Agora'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-3354515261433739473</id><published>2009-07-01T14:33:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T14:34:02.383-07:00</updated><title type='text'>Penúltima</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Achei que poderia esperar um pouco mais para publicar esta postagem. Talvez fosse melhor quando eu fosse para o Bonja, daí teria uma desculpa. Mas, agora ou depois, que diferença faz? Quero dizer que, em julho nada mais será escrito, nem aqui nem no PDC. Férias, essa é a resposta. Claro que também há outras coisas. A verdade é que quero parar por um tempo, pelo menos esse mês, depois vejo se continuo ou não. Tenho dúvidas se continuo perdendo minhas poucas forças literárias nesse blog. Mas depois decido isso. Um dia eu acabo 2005. Não sei quando, mas acabo. Parece que a história vai demorar tanto para sair quanto o ano demorou para passar. Apesar dessa postagem ser uma (quase) despedida. Não queria acabar o semestre com ela. A última sairá, senão hoje amanhã.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-3354515261433739473?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/3354515261433739473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=3354515261433739473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3354515261433739473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3354515261433739473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/07/penultima_01.html' title='Penúltima'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-3256063161571843356</id><published>2009-07-01T13:24:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T13:41:17.062-07:00</updated><title type='text'>Também</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Há uns dois anos atrás, eu estava no primeiro semestre da Letras e perdido em Porto Alegre. Lembro que o maior fato daquele primeiro semestre não foi meu desempenho na faculdade, mas o Grêmio. Isso mesmo. Naquele ano o Grêmio chegou à final da Libertadores. Levou três do Boca lá. E tinha gente que achava que conseguiríamos fazer quatro aqui. Lembro que, quando saí da casa da minha tia para ver o jogo na casa do Fernando, o céu estava limpo, um sol nem tão forte nem tão fraco. Confesso que tive um fiozinho de esperança quando vi aquele céu mais que azul. Lembrei disso hoje quando saí de casa para PUC e o céu estava do mesmo jeito. Pensei no Inter de agora, que precisa fazer três no time do Ronaldo. Não sou colorado, mas minha raiva pelo time paulista é muito maior que minha antipatia pelo Inter. Não sei se acredito na vitória colorada, mas não seria mau. O céu azul de hoje também me lembrou do Grêmio que, em outra Libertadores e outra vez com um time ruim, precisa ganhar de dois do Cruzeiro amanhã. Não sei o que vai acontecer. Ainda tenho aquele mesmo fiozinho de esperança que tinha contra o Boca, mas agora estou preparado. Preparado para o pior, claro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas o fato que fez com que eu cultivasse certa esperança no futebol foi o gol de Lúcio, o zagueiro-armador-e-agora-artilheiro. Agora tenho a certeza que qualquer coisa pode acontecer no futebol. Pela primeira vez acho que as coisas inesperadas podem ser boas, também.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-3256063161571843356?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/3256063161571843356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=3256063161571843356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3256063161571843356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3256063161571843356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/07/tambem.html' title='Também'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-4578728193480194599</id><published>2009-06-26T13:42:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T14:00:54.065-07:00</updated><title type='text'>Piá</title><content type='html'>&lt;em&gt;-Quando meu piá feiz quinze ano, descobri que ele tava viciado em crack. Já desconfiava. Mas mãe não qué vê. Achava que era só maconha. Vocês sabe, no meu tempo essa era a pior coisa. Quando falavam que o fulano tava fumando maconha, tava perdido. Agora não. Tem umas coisa mais forte. Mas daí, quando eu descobri, ou resolvi enxerga, fui fala com ele. Disse que não tinha andado nove meses com ele na barriga pra ele se mata daquele jeito. Era coisa triste viu? Sempre gostei de vê ele bem vestido. A gente era pobre, mas disso eu gostava. Me arrebentava fazendo limpeza, mas comprava as roupa bonita. Pois essas coisas que eu dava pra ele, ele trocava tudo por pedra. Andava que com uns moleton desbotado, rasgado. Eu perguntava porquê daquilo se ele tinha os que eu dava. Ele respondia que aquele era mais legal. E a magreza? Tava virado em pelanca e osso. Tava se matando. Aí, depois que eu falei com ele, ele chorou e foi internado. Foi pra uma clínica lá em Florianópolis. Era cansativo. A visita era uma vez por mês. Saía do Bonja à meia-noite e chegava lá às nove da manhã. Às três da tarde a gente tava voltando. Isso fiz três veiz. É, ele ficou lá três mês. Numa dessas visita, eu vi um piazinho de onze ano que falaram que era viciado. Não acreditei. Essas droga são umas praga. Faz um ano que meu piá voltou. Nunca mais usou nada. Mas nunca deixo dinheiro perto dele. É bom não testa a cabeça do piá. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-4578728193480194599?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/4578728193480194599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=4578728193480194599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4578728193480194599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4578728193480194599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/06/pia.html' title='Piá'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-826220236590278274</id><published>2009-06-03T14:03:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T13:50:58.227-07:00</updated><title type='text'>O tempo de cuecas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando me mudei para o 310 do 740 da Vicente da Fontoura, o único morador que vi foi o senhor do 309. Não quero confundir com tantos números, só situar, que fique claro. O senhor do 309 estava com a porta aberta, passeava de cuecas e meias pelo apartamento e, lá de dentro, vinha um cheiro que, na minha cabeça, representava a velhice e o abandono. Outra coisa que pensei foi: o tempo acaba de cuecas. Essa foi a primeira das três vezes que o vi. Na segunda, bati a grade e ele saiu para reclamar. Novamente de cuecas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Na terceira, havia faltado luz e ele estava reclamando na janela. Depois ele sumiu. Nem sinal do velho, as cuecas ou o cheiro. Sinceramente, a primeira coisa que pensei foi: será que morreu? Não pensei mais no assunto. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Sábado, enquanto o céu desabava, eu saia para comprar um miojo cremoso de quatro queijos. Vi que a porta do 309 estava aberta. Não havia velho, cuecas ou cheiro. Havia, em letras azuis e grandes, uma frase na parede: Parabéns Vicentinho!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ainda não sei o que aconteceu com o senhor do 309.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-826220236590278274?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/826220236590278274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=826220236590278274' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/826220236590278274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/826220236590278274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/06/o-tempo-de-cuecas.html' title='O tempo de cuecas'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-599712226133484350</id><published>2009-05-28T15:05:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T09:36:09.910-07:00</updated><title type='text'>Outros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O cara não ter a mínima ideia do que fazer da vida é foda. Ano que vem, se não acontecer nenhuma merda, estarei formado. E daí? Também não sei. Entrei na Letras porque queria ser escritor. Mudei de ideia. Mudei de novo. E agora não sei de mais nada. Sairei professor. Não sei que tipo de professor. Não vou dizer que serei diferente. Sou contra promessas, como sou contra planos. Motivo? Eles nunca acontecem. Vai dizer que teus planos deram certo? Eles nunca funcionam. Só servem para lembrarmos que deram errado. Mas saindo um pouco da divagação e voltando para o assunto, ainda quero escrever.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pensei recentemente que tudo já havia sido escrito. Achei que isso era uma verdade. Logo, além de sem talento, também seria sem assunto. Pensei muito nisso. Sei que deve achar que eu não tenho nada para fazer e só fico divagando sobre a existência e suas complicações. Mas, se eu não pensar no que vou fazer da minha vida, vou pensar no quê? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Comecei a reparar em todas as pessoas que conseguia enxegar. Enquanto todos falavam ao meu redor, eu pensava que era diferente de todo mundo e, por sua vez, os outros eram diferentes entre si. Então, em uma conclusão simplista e gigantesca, percebi que nunca tudo seria escrito. Em cada um há milhares de histórias que nenhuma pessoa no mundo sabe. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Só constatei, na minha vã filosofia, o que todo mundo já sabe. Mas foi bom descobrir que as histórias que quero contar não estão em mim, mas nos outros.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-599712226133484350?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/599712226133484350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=599712226133484350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/599712226133484350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/599712226133484350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/05/outros.html' title='Outros'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-8130585044435033124</id><published>2009-05-22T13:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T14:24:43.270-07:00</updated><title type='text'>Respostas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E, de repente, lá estavam os dois sentados lado a lado. Ele achava que não era verdade. Não sabia o que pensar da situação. De nada. Será que todos os acontecimentos da vida eram daquele jeito? Pensados, pensados, mas na hora apareciam e saiam extremamente diferentes do modo como foram imaginados? Não sabia responder nada. Até ele se perguntava como havia chegado até ali sem saber responder tanta coisa. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas um fato é um fato. E o fato naquela tarde, naquela mesa, entre os dois, é que estavam ali.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ela linda e ele olhando pra ela. Falavam de tanta coisa que ele nunca imaginou. Como aquela história de quando ele caiu de bicicleta e quase se quebrou todo. Aquela de quando teve que enterrar seu cachorro que tinha o nome de um personagem de Homero. Ou a de quando era pequeno e fez um corte na cabeça e a cicatriz aparece até hoje. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Falavam de tudo isso. E ela ria. Ria das suas histórias de cidade pequena que é gigante quando se é pequeno. E, enquanto ela ria, ele pensava que era ela quem levaria pra conhecer sua gigante cidade pequena. Era ela quem levaria pra conhecer seu pai, sua mãe, sua irmã e o seu novo cachorro. Também pensava no porquê de uma guria daquelas estar ali sentada justamente com ele. Era uma conspiração do destino? Um sonho lúcido como em Vanilla Sky? Deus?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Também não sabia a resposta.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-8130585044435033124?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/8130585044435033124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=8130585044435033124' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8130585044435033124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8130585044435033124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/05/respostas.html' title='Respostas'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-2064172029426899355</id><published>2009-05-14T14:58:00.001-07:00</published><updated>2009-05-14T14:58:44.238-07:00</updated><title type='text'>A Última</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quase um mês sem postagens. Hoje resolvi falar sobre alguma coisa. Estou lendo de novo "O Velho e o Mar". Não sei porquê. Isso também não precisa de explicações. Leio e pronto. Quanto mais leio, mais tenho certeza de que minhas histórias são superficiais e não dizem absolutamente nada. Não é uma crise. É uma reflexão. E com essa reflexão entendi que tenho muito pra aprender, muito pra escrever e, principalmente, ler. Mas nesse quase um mês tive tempo de pensar em outras coisas. Na verdade, tudo que fiz nesse último mês foi pensar. Pensei principalmente na guria da última postagem. Só quis fazer esse post curto e deconexo para escrever essa frase: Acho que encontrei a última guria que fica vermelha.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-2064172029426899355?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/2064172029426899355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=2064172029426899355' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/2064172029426899355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/2064172029426899355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/05/ultima_14.html' title='A Última'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-6336065311244028207</id><published>2009-04-17T16:13:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T14:01:34.492-07:00</updated><title type='text'>Se</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se escrevesse para ela, começaria assim:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Escrevo porque não tenho coragem de falar contigo e tenho certeza que ficaria todo atrapalhado; não tive e não terei oportunidade; e, assim, você não pode ver que estou vermelho...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Sei que não tenho intimidade nenhuma para te falar isso e você deve estar me achando muito louco. Raramente falo contigo, essas coisas. Tento imaginar tua cara de indignação lendo isso e acho que, já de início, devo pedir desculpas. Mas vamos ao que realmente quero escrever, ou ao que vou tentar escrever.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não sei nada do que se passa na tua vida, portanto, me perdoe por qualquer palavra inoportuna. Lembro que, no primeiro semestre, na única cadeira que fazia contigo, você sentava no lado das janelas, na terceira ou segunda fila. Desde lá eu te olhava, mas o choque cultural que eu sofria naqueles primeiros tempos não me fazia pensar em mais nada. No segundo semestre, eu já estava mais adaptado e você ainda sentava no lado das janelas ( é alguma mania?). Continuava te olhando mas tinha muita saudade de casa para pensar em outra coisa. Entrou outro ano e, numa noite, peguei ônibus contigo. Pelo que me lembre não tivemos muito assunto. E, vou te confessar, não me sinto muito à vontade com conversas em ônibus. Na verdade, também não me sinto bem em ônibus. Da metade para o fim do ano, olhei ainda mais para você. Lembro que, durante a uma hora e meia de uma aula não muito estimulante, eu ficava viajando e pensando como poderia existir uma guria como você: simpática, inteligente, com bom gosto e, como se não bastasse o resto, linda. Ah! E com uma mão linda. É que sempre reparo na mão. Essa mania é minha...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Bom, chegamos nesse semestre, continuei sem saber nada da tua vida, continuei te olhando e te achando cada vez mais incrível. Mas havia uma coisa diferente. Eu achava que você precisava saber disso. Ou melhor, eu precisava que você soubesse disso. E o único jeito de você saber disso era se eu te escrevesse, porque te escrever seria o maior feito que minha covardia permitiria. Mas então me bateram outros medos: você responderia alguma coisa? você pelo menos leria isso?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Escreveria isso para ela. Pena que sou covarde.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-6336065311244028207?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/6336065311244028207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=6336065311244028207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6336065311244028207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6336065311244028207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/04/se.html' title='Se'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-4965502710481624330</id><published>2009-04-07T10:50:00.000-07:00</published><updated>2010-03-11T07:42:59.837-08:00</updated><title type='text'>Invisível</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Desde que eu tinha doze anos, estava na sétima série, o FHC era o presidente e o Brasil tinha a melhor seleção do mundo, eu não sabia o que era ser invisível para uma guria. Façam bem as contas, leitores. Faz nove anos. E, nove anos depois, volto a me sentir como aquele guri invisível. Eu poderia dizer que antes era muito guri, tímido, quieto, essas coisas. Mas, e agora? O que me faz invisível? Talvez as mesmas coisas. E acho que mais uma, o enorme abismo social que existe entre mim e a guria que agora vejo com olhos esperançosos. Esperançosos?! Bom, talvez não. Vejo-a com olhos do guri que está do lado de fora da vitrine olhando o Play Station 3 que nunca vai ter. Mas enfim. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Acho que devo dar algumas características da moça. Rá! Moça, devo ser um dos últimos a usar essa palavra, mas vamos em frente. Bom, conheço a tal moça há uns dois ou três anos. E ela é tudo. Já tinha visto isso antes, não, não é um rompante de agora. Só que antes eu me continha. Pensava que uma certa paixão antiga daria certo e... Vocês sabem do que eu falo. Mas o fato é que, da metade do ano passado para cá, tenho admirado ainda mais a moça. Só conclui o que achava: inteligente, tem bom gosto (uma raridade hoje em dia), educadíssima, simpática e, como se não bastasse tudo isso que já escrevi, ela é linda. Ela, com toda a certeza que tenho no momento, não lê meu blog. Não está perdendo muito, isso é uma verdade. Mas já que ela não lê, eu tenho uma bela oportunidade de contar seu nome. Não farei isso. Aliás, não farei nada. Não falarei o que acho dela, nem falarei com ela. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;É melhor que eu não fale nada e acabe não quebrando o encanto. No momento em que falar tudo que penso ela vai me dar um não redondo na cara. E daí, foi-se a tal da esperança. Então, que viva na ilusão!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-4965502710481624330?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/4965502710481624330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=4965502710481624330' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4965502710481624330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4965502710481624330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/04/invisivel.html' title='Invisível'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-1553982702235274230</id><published>2009-03-30T11:45:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T11:37:38.915-07:00</updated><title type='text'>O curioso caso de Catatau- Última Parte</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3) O centroavante e os 496 dias- 2º Tomo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Daqueles 496 dias sem marcar sequer um gol de barriga. É senhores leitores, Catatau, o centroavante da esperança, o homem gol, o fenômeno do Bonja, ficou todos esses dias sem balançar as redes. Foi uma fase realmente negra. Nesses 496 dias houveram 27 partidas. 27! E nada. A diretoria não sabia como lidar com a situação. Será que mandavam o Catatau pra reserva e colocavam no seu lugar o Bilica, o reserva manco que raramente saia do banco? Não. Seria o golpe de misericórdia no nosso portagonista. Então, pra que Catatau sentisse que a diretoria confiava nele, saiu a conversa que o Juventude iria sempre com Catatau e mais dez. O artilheiro se sentiu na obrigação de retribuir a confiança. No primeiro clássico que houve depois desse fato, aí pelo 263º dia, Catatau entrou em campo decidido. Buscou o jogo, ajudou a defesa, correu feito um louco, mas não fez um golzinho. Na cidade, o Catatau perdera todo o respeito. Ninguém mais tinha vergonha de soltar uma baita risada na cara dele. Pobre homem, passou das suas. O pior era que Catatau não conseguia colocar a bola na rede sequer nos treinos, jogava bem, dava bons passes, mas gol que é bom, nada. Aos poucos ele ia se recuperando. Serviço voltava a aparecer. Os filhos ficavam quase sempre na casa da avó, o homem não bebia tanto, estava decidido, aquela nhaca teria que acabar de uma vez. Então, naquele dia em que Catatau voltava do treino (foi assim que me contaram, portanto não vi nada, pode ser só lenda), houve a prova de fogo. Sentada na porta estava Neuza. Ele engoliu em seco. O coração deu aquele pulo que sempre dá quando a gente encontra quem nos fez sofrer. Ela o viu e logo falou.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Fiz uma cagada, mas sei que você me quer de volta. Sem mim você não vive.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O Catatau quase se entregou, foi aquela hora na qual ele quase frouxou o garrão. Mas foi quase. Sim paciencioso leitor, Catatau demonstrou que depois de tudo que passou, ainda tinha um pouco de orgulho. Encarou a ex-mulher e disse:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Vá comer rapadura!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Admitam, foi uma frase lapidar. Nunca que a Neuza esperava uma reação dessas daquele pobre corno-vesgo-abandonado. O choque da mulher foi tão grande que ela abriu o berreiro, saiu correndo e ninguém do Bonja voltou a vê-la. Pelo que investiguei, ela está morando em Jaquirana, virou dona de puteiro. É, a vida dá voltas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas no vigésimo sexto jogo que aconteceu durante a seca de Catatau, houve um lance inédito na história do futebol bom-jesuense (há quem escreva bomjesuense, parece que somos um caso particular da gramática). Caroço, o meio-campo do Juventude, quando se viu apertado entre o lateral direito e o volante, não teve outra opção a não ser tocar para Catatau que era o companheiro mais próximo. Quando a bola estava chegando nele, ele deu uma meia-lua e a bola passou pelo meio das pernas do adversário. Catatau correu que nem um desesperado e pegou a bola do outro lado. Quando o lateral esquerdo do outro time chegou, Catatau deu a pedalada. Era o segundo que ficava para trás. Só dois obstáculos separavam Catatau da redenção: o goleiro, que não era lá essas coisas, e Serjão, o zagueiro, que com um nome desses não precisa de características. Catatau juntou o último fôlego e deu o pique. Serjão corria como um tanque em direção ao nosso protagonista. Catatau, com medo de se quebrar na dividida, deu um biquinho na bola quando o zagueiro se aproximou. E, no primeiro lance de sorte daqueles quase 460 dias, a bola passou pelo meio das pernas do marcador. Sim leitores, uma janelinha. Só faltava o goleiro, que saiu desesperado do gol. Com um toque pro lado, Catatau o tirou facilmente da jogada. Todos pareciam adivinhar o que aconteceria. A torcida do Juventude não respirava. A torcida adversária também não, mas no fundo torciam por um gol daquele pobre vesgo-corno-abandonado. Então, depois de passar pelo goleiro, Catatau se viu frente a frente com a rede. Com as últimas forças, enfiou o pé na bola e...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Deu no travessão! No travessão!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ainda não se tinha visto desânimo igual na cidade como aquele. Que merda! Como? Por quê? Ninguém acreditava. Só podia ter macumba naquilo. Todos os presentes no jogo e também os sobreviventes da época, me relataram que aquela foi a noite mais triste do Bonja.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Trinta e seis dias depois, mesmo sem o Catatau fazer um gol, o Juventude chegou à final do citadino, e contra o Santa Cruz. Foi um dos jogos mais feios que já se teve notícia. Um frio desgraçado, cinco cartões vermelhos, doze amarelos, cento e vinte e sete balões, chuva e um chute a gol. Acreditem: um chute a gol! Só no Bonja. Aos trinta e nove do segundo tempo (naquele tempo não havia acréscimo, mas se houvesse seria aos quarenta e oito), Caroço, aquele mesmo, dá o único chute a gol, que o goleiro espalma. De bobeira, olhando no que iria dar, dentro da pequena área, estava Catatau. O goleiro espalma a bola, ela bate na canela de Catatau, volta no goleiro, bate na trave direita, na esquerda, cai quase sem força em cima da linha e entra. Catatau fica mais vesgo, abre o primeiro sorriso daqueles 496 dias, e sai pra comemorar. A pereba acabava ali e com o gol do título. Até hoje, ao lado da trave direita daquele gol, existe a placa que diz:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Nesse campo jogou Catatau".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;É a maior homenagem que alguém poderia receber no Bonja.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-1553982702235274230?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/1553982702235274230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=1553982702235274230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/1553982702235274230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/1553982702235274230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/03/o-curioso-caso-de-catatau-ultima-parte.html' title='O curioso caso de Catatau- Última Parte'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-2631780303090581776</id><published>2009-03-27T11:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T11:29:01.668-07:00</updated><title type='text'>O curioso caso de Catatau- Primeira Parte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;1) Catatau e a promessa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Lá vai mais uma do Bonja. Na Noiva do Sol, como diz a letra do hino do Bonja, havia dois times que eram dignos das maiores rivalidades do futebol mundial, ficava ali com Inter e Grêmio, River e Boca ou qualquer outro clássico. A verdade era que os jogos envolvendo Santa Cruz e Juventude eram motivos de assunto e discórdia antes, durante e depois dos jogos. Mas isso é assunto pra outra história. O que interessa hoje é o caso de Catatau, o centroavante do Santa. Catatau era moreno, um e setenta e nove, gostava de tomar cachaça com mel enquanto olhava as morenas dançarem nos bailes do Seu Doca. Ninguém se lembrava de ter visto ele com mulher nenhuma. Também, ele não era dos mais bonitos, era meio vesgo o pobre. No futebol era como Ronaldinho, só que com os dois joelhos inteiros e, pelo menos, metade do peso. Ele era o terror da torcida do Juventude. Sempre que o Catatau entrava em campo num clássico, eram pelo menos duas bolas na rede. Aquilo era um terror pra torcida adversária. Num dos bailes, escorado na copa, bebendo a cachaça, mais pra lá do que pra cá, olhando com todas as forças que podia pra Neuza, uma das melhores morenas que já passaram pelo Bonja, Catatau chama Seu Doca e, naquele tom de quem conta o segredo da vida, diz:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Seu Doca do céu, já gosto dessa morena, por ela eu largava até o Santa Cruz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Todo mundo já se entregou depois de um pouco de trago. Só que o Catatau se entregou pra pessoa errada. O Seu Doca era juventudista doente. Na mesma hora ele teve uma idéia: fazer a Neuza gostar do Catatau. No outro dia o Seu Doca pediu uma reunião extraordinária no clube. Sem frescura nenhuma, contou a confissão do Catatau e os planos. Todo mundo concordou. Só que havia um grande problema, a Neuza nem olhava pra cara do Catatau. Durante semanas, os juventudistas fizeram visitas pra Neuza, lhe deram presentes como se fossem do Catatau e falaram das qualidades do homem. Pedreiro de mão cheia, não era vadio, bebia de vez em quando, mas isso todo mundo fazia, era pobre mas honesto, enfim, fizeram o lado do Catatau. Marcaram até o casamento, só que o Catatau não sabia de nada. Um dia Seu Doca teve uma conversa séria com ele. Perguntou se ele lembrava da confissão, da promessa. O Catatau disse que estava meio podre, mas era homem de palavra, mesmo que desse-a bêbado. Então o Seu Doca abriu o jogo. Disse que até o casamento estava marcado. O Catatau deu um baita sorriso que o deixou ainda mais vesgo, disse que no outro dia mesmo falaria com o presidente do clube, não ia mais jogar pelo Santa Cruz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A notícia causou falatório na cidade, os traídos diziam que aquilo era uma pouca vergonha, que, só pra não ser vendido, o Catatau seria corno. Os juventudistas não falavam nada. Esperavam mais que ansiosos o próximo clássico. Sem o Catatau, o Santa Cruz não era nada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O Catatau e a Neuza casaram na igreja Nossa Senhora de Fátima. Quem pagou tudo foi o presidente do Juventude, que até já tinha arrumado um lugar na estante para o troféu do citadino de campo. Naquele mesmo dia, indignado com o falatório que os torcedores e dirigentes de seu ex-time faziam, Catatau vestiu a camisa verde e branca.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2) O apogeu &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;No ano seguinte, Catatau era o vesgo mais sorridente do Bonja. Ou o sorridente mais vesgo. O casamento ia bem, a Neuza era morena fogosa e cozinhava bem. Já tinha nascido um guri e outro estava vindo. Os santa-cruzistas ainda lhe viravam a cara. Mas em compensação, os juventudistas o amavam. Com dois gols dele, o Juventude ganhou o citadino daquele ano na final contra o Santa. E nesse ano aconteceria a mesma coisa. De tão faceira que estava, a torcida do Juventude vivia dando presentes pro Catatau, um quarto de vaca, um leitãozinho, um canário belga. Enfim, Catatau agradava mais gente na cidade que o prefeito, que por sinal era do Santa Cruz. Tudo corria bem. Se o Catatau fosse um homem de frescura, com certeza diria que seus dias de bonanza haviam chegado, a felicidade havia batido na porta de sua humilde residência na Vila Pinto, nº 48 e se aquerenciado. Durante um ano, tudo foi bom. Mas então veio a tragédia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;3) O centroavante e os 496 dias- 1º Tomo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Talvez o leitor que teve a paciência e o saco de ter chegado até aqui já tenha inferido o que aconteceu. Sim. A Neuza trocou o Catatau por um vendedor de rapaduras que passou pela cidade. E o pior, deixou o nosso goleador com os dois filhos pequenos. Depois do acontecido, ninguém mais duvidou de praga de santa-cruzista. É um triste fato que o nosso amigo tenha sido corneado logo por um vendedor de rapaduras. São esses os acontecimentos mais duros da vida. Não! Por favor, caro leitor, não ria da desgraça alheia! Isso pode acontecer com qualquer um. Tá bom, serei menos brando. Isso pode acontecer com qualquer um, mas dificilmente vá envolver um vendedor de rapaduras. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Catatau, homem sem frescura, viril, porém apaixonado por sua morena fogosa, ficou abaixo do cu do cachorro. Mal mesmo. Se quando tudo corria bem ele já metia sua cachaça, agora então... E sem mel, porque o doce da vida já tinha ido embora. O pobre vesgo-corno-abandonado não tinha forças para mais nada. Seus serviços de pedreiro foram minguando. Em campo, Catatau era só um fantasma dos gloriosos tempos de goleador. Quando entrava em campo, a camisa já não resplandecia, o nove de suas costas estava desbotado. Mesmo ao som de vaias e gritos de corno, e aqui temos de elevar a hombridade e coragem do nosso protagonista, ele entrava em campo. Mas dentro do lugar que um dia fora seu castelo, não passava mais de uma sombra, um fantasma. Então, desde o primeiro jogo como o pobre vesgo-corno-abandonado, Catatau amargou o primeiro daqueles 496 dias...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Continua na semana que vem, nesse mesmo horário e nesse mesmo canal.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-2631780303090581776?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/2631780303090581776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=2631780303090581776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/2631780303090581776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/2631780303090581776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/03/o-curioso-caso-de-catatau.html' title='O curioso caso de Catatau- Primeira Parte'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-8318866393530696480</id><published>2009-03-13T11:31:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T12:47:09.779-07:00</updated><title type='text'>A Teoria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Bom, depois de tanto tempo, posso dizer uma coisa: estou livre! Aconteceram algumas coisas relevantes nas minhas férias, mas nenhuma tão relevante quanto essa. Não sinto mais nada. Tenho uma sensação de alívio desde que, no último fevereiro, enquanto olhava pela janela do meu quarto, descobri que não sentia mais nada. Antes, esse simples olhar pela janela era, por si só, um fato nostálgico e, porque não, dolorido. Demorei quase nove anos para poder olhar para o nada e não sentir nada. Só consegui não sentir mais nada graças à Teoria dos Fatos Irreversíveis. Você não conhece? Bom, ela não é nada famosa. Fui eu mesmo que inventei. Aplico essa Teoria a alguns fatos que são irreversíveis na vida de qualquer ser humano. Exemplos? Morte de parentes, condições sócioeconômicas inferiores (pra não dizer peladura, chinelagem, dureza e outros), amores não-correspondidos (ó) e mais alguns que ainda não tive tempo de pensar, mas eles acontecerão em breve. Então, essa é a Teoria de que todas aquelas coisas ruins um dia podem acontecer com você. Não adianta você se fazer de salame achando que merda só acontece na casa e na cabeça dos outros. Um dos princípios da Teoria, e talvez o maior deles, é: um dia você vai se foder. Uma verdade absoluta. Todo mundo sabe que isso acontece, só não quer acreditar. Outro princípio é: a qualquer momento você se fode. Sim, isso é um perigo iminente. A Teoria só faz com que você se prepare. Preparado para o pior, nunca vai achar a coisa tão dolorosa. Agora volto ao começo, como a Teoria me ajudou. Simples. Descobri que amores não-correspondidos são fatos irreversíveis e, claro, eles aconteceriam comigo, afinal não sou sobrenatural, não sou Chuck Norris ou Jorge Campos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-8318866393530696480?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/8318866393530696480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=8318866393530696480' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8318866393530696480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8318866393530696480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/03/teoria.html' title='A Teoria'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-6640585983604228208</id><published>2009-03-10T12:46:00.000-07:00</published><updated>2009-03-10T12:53:48.556-07:00</updated><title type='text'>Em breve</title><content type='html'>&lt;em&gt;Em breve, postagens. Tenho ideias e tenho histórias, só que ainda estou no ritmo das férias. Não de vagabundagem, não me entendam mal. Mas num ritmo de leituras, quero ler tudo que posso enquanto não estiver fazendo nada, porque, incrivelmente, escrevo mais quando tenho um monte de coisas para fazer. É como eu comecei: em breve, postagens. Algumas indiadas de férias, histórias do Bonja e o que sair na hora ( a maioria). Em breve.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-6640585983604228208?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/6640585983604228208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=6640585983604228208' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6640585983604228208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6640585983604228208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2009/03/em-breve.html' title='Em breve'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-5200153683808300794</id><published>2008-12-18T05:00:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T06:07:01.118-08:00</updated><title type='text'>Quase final</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Essas serão as últimas postagens deste ano. Provavelmente eu vá para o Bonja amanhã e só volte no início das aulas. Ainda não é certo, mas é o mais provável. E  no Bonja, me obrigo a um exílio  onde nada acontece. Se não me engano, coloquei três postagens de uma só vez. Não que eu ache que meus leitores (será que inexistentes como o cavaleirio de Calvino?) sentirão falta ou algo parecido. É só para dar a sensação de que o blog não ficará às moscas. Elas estão ruins. Talvez as cinco últimas estejam muito ruins. Mas não vou apagá-las nem nada, não é porque não me importe com a qualidade do que escrevo, é que se tivesse que apagar cada post  ruim, o blog não existiria. Bom, me sinto na obrigação de fazer alguns comentários sobre o que surgiu esse ano. Algumas postagens ficaram realmente longas e não disseram nada com nada. Histórias mesmo, foram muito poucas. A maioria foi um conjunto dos meus devaneios de guri que não sabe como conseguir o que quer e se põe a reclamar escrevendo. Não gostei desse ano introspectivo. A sensação que tenho é a de que escrevi, escrevi e não escrevi nada. Acho que não é errado dizer isso. Mas enfim, foi o que saiu. Não posso negar que meu pessimismo ficou mais do que claro. E um pessimismo em relação a tudo. As postagens que falaram da Lauren dominaram o ano, ainda mais depois  de agosto, que comecei a vê-la mais freqüentemente. Em setembro nem se fala. Um que particularmente gostei bastante foi O Outro. Tá bom que uma cópia descarada de Borges e talvez tenha sido por isso que gostei. O eixo não era meu. Saga teve seus pontos positivos. Sabem, pode ser até uma história meio trágica, mas quando a escrevi só queria dar umas risadas das burrices que já fiz. A Última História foi a postagem que mais mostrei a cara, fiquei completamente nu em meus sentimentos e depois dela pensei sobre continuar escrevendo coisas daquele tipo ou não. Por quem os sinos dobram, O Velho e o Mar e O Tempo e o Vento, junto com a Última História, foram as coisas mais sinceras que eu poderia ter escrito. E daí que elas estivessem carregadas de pessimismo, lirismo e amor não correspondido. Não foram só minhas atribulações da hora. Foram a libertação de coisas que me incomodavam há anos. Foram totalmente sinceras. E acho melhor escrever coisas sinceras a coisas boas. Bom, quero agradecer aos leitores (o bom de não ser lido é isso, posso agradecer a todos pelo nome), que tiveram uma paciência incrível ao perder seu tempo lendo meus devaneios: Fernando, Ricardo, Ramiro, Cíntia, Keny, mais recente, mas não perdeu muito, e Lauren, que só lê de vez em quando. Tenho algumas leituras para as férias e em março alguma coisa surgirá por aqui. Então, acabou. Pelo menos por enquanto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-5200153683808300794?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/5200153683808300794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=5200153683808300794' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5200153683808300794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5200153683808300794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/12/quase-final.html' title='Quase final'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-8957165958501309542</id><published>2008-12-18T03:31:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T07:30:07.949-08:00</updated><title type='text'>Caminhando na Chuva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Caminha com passos lentos pela rua recém molhada. Não se importa com a chuva. É até melhor. Ninguém vê que ele está chorando. Já leu isso em algum lugar. Sim. Leu isso em “Caminhando na Chuva”. Era uma boa história. Tinha muito em comum com o personagem. Foi o que ele achou. Mas enfim. Estava chovendo, ele caminhava e já era noite. Nada de mais. Ele pensa que, se escrevesse, nunca faria uma cena assim. É clichê demais. Um cara, a chuva, a noite, a solidão. Mas o pior é que essa é a maior verdade. É sempre um cara, a chuva, a noite, a solidão. A única coisa que difere as personagens é o destino de cada uma. Poderia muito bem andar naquela noite e se matar depois, ou tomar um grande porre de vinho, ou simplesmente voltar para casa e se conformar. Ele pertence a esse último grupo. Os conformados. Nessa noite, nessa chuva, com esse cara e nessa história, ele acaba de descobrir que é burro. Seria mais bonito se ele descobrisse que é um iludido. É, talvez seja mais poético. Mais trágico também. A imagem que as pessoas têm de um homem burro é muito diferente da que elas têm de um iludido. Iludido é melhor mesmo. Pois então voltemos. Esqueçam essa parte. Continuemos daquela frase... Nessa noite, nessa chuva, com esse cara e nessa história, ele acaba de descobrir que é um iludido. Está com aquela sensação de que, por muito tempo, tempo até demais, seguiu por um caminho errado. Sempre pensou nas pessoas assim. Como seria perseguir e lutar por um ideal durante quase toda a vida e, de um segundo para outro, descobrir que não valia a pena? Ele está neste estado agora. Está com aquela sensação, aquela sensação terrível que dói tanto no peito quanto a dor da ansiedade, pois ambas as dores estão diante do desconhecido. A diferença dessas dores é que a da ansiedade não está transbordando de vazio. Continua caminhando e pensando em milhares de coisas. Nesses momentos ninguém pensa em alguma coisa. Pensa em muita coisa. Pois quando a razão vem, ou simplesmente cai a ficha, os pensamentos se embaralham e se afobam, se entrelaçam a outro e mais outro, ligam imagens datas, pessoas, acontecimentos, falta de acontecimentos, o sim, o não. A chuva aumenta um pouco. Não tem importância. A chuva não fere tanto. Simplesmente molha.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-8957165958501309542?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/8957165958501309542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=8957165958501309542' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8957165958501309542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8957165958501309542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/12/caminhando-na-chuva.html' title='Caminhando na Chuva'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-5336838033996395892</id><published>2008-12-17T04:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T04:55:38.108-08:00</updated><title type='text'>Batalha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Há uns três anos, quando eu estava na metade do ensino médio, o Fernando morava no Bonja e ninguém jogava sapatos no Bush, nas tardes em que eu não era obrigado a cuidar do bar, ia jogar umas peladas no municipal. Formávamos um time muito estranho e, pior ainda, sem nenhuma qualidade. Fernando na zaga, eu na esquerda, Douglas na direita e o Tio Musa na frente. Éramos ruins, mas nos esforçávamos. Corríamos como loucos, quer dizer, o Tio Musa ficava lá na frente esperando a bola chegar e nós nos matávamos. No começo jogávamos somente entre nós. Não seria muito bom sermoshumilhados nas nossas tardes de vagabundagem. Depois vimos que os outros não eram nada além de nós, e começamos a enfrentar quem aparecesse no campo entre as duas da tarde e o fim do dia. Perdemos de muita gente, ganhamos de outros, mas nenhum jogo foi tão interessante como aquele contra o time do Galera, que na época era formado só pela gurizada da Madeireira, a primeira vila que se vê quando se chega ao Bonja por Jaquirana. Os caras viviam jogando e jogavam campeonatos. Faziam só aquilo da vida e nós éramos uns moles que, de vez em quando iam ao campo para jogar uma pelada. Isso poderia servir de desculpa para uma derrota, mas não foi isso. Naquele dia nós vencemos e vencemos bem. Nunca mais terei companheiros de time tão bons quanto os que tive aquele dia. Seria certo falar que nos superamos. Éramos ruins, moles e só sabíamos correr. Naquele dia tudo deu certo. Vocês sabem que há dias no futebol onde tudo dá certo para um time. Um dia em que até errar o pé na bola se torna um drible desconcertante. Era esse o nosso dia. Tá, também existem dias ruins no futebol e talvez aquele tenha sido o dia ruim do time adversário. Mas não quero tirar o mérito dos meus companheiros e também o meu. naquela tarde fomos desafiados e quase não aceitamos. Então surgiu aquela velha frase que faz o orgulho de um homem sair dos colhões e saltar pelos póros: "estão com medo". Aquilo foi demais, éramos ruins o suficiente para perder, mas éramos orgulhosos o suficiente para não correr da luta quando ela começava. Aceitamos e começamos a pelada. Jogamos com um a menos, além de todas as adversidades que nosso time possuia. Goleirinha pequena, quatro contra cinco, três horas da tarde, municipal, Sapolândia. Foi a nossa decisão de copa do mundo. O jogo não valia nem um litro de Marabá, o pior refri que já passou pelo Bonja, mas demos o sangue, literalmente. A nossa formação vocês já conhecem. Mas agora vão alguns detalhes. O Fernando jogava atrás e talvez fosse o único que jogasse na posição que sabia. O Douglas jogava na direita, mas era um tanto estabanado, nunca cruzou uma bola pelo que eu me lembre. O Tio Musa jogava na frente porque era a única posição que sabia jogar, mas mesmo assim, raramente fazia algum gol. Eu jogava na esquerda só para não deixar um buraco daquele lado do campo, pois minha canhota era péssima. O jogo durou uma hora, mas parecia que eu tinha corrido por dias. Não fui só eu, todos correram, até mesmo o Tio Musa. Quase nos matamos na correria. Fizemos um, dois, três, quatro... e eles nada. Nossos adversários começaram a perder a paciência. Eram superiores, tinham mais futebol, mas estavam perdendo e não só perdendo como levando um banho de bola. Começamos a apanhar. Mas nosso orgulho corria nas veias e não pedíamos falta, revidamos a altura. Virou uma coisa terrível. Alguém pegava a bola e era levantado. Não nos entregamos. Quanto mais eles perdiam a paciência, mais nosso futebol melhorava. Depois de uma hora de batalha, acabou o jogo. Havíamos vencido. Quando voltávamos das peladas, geralmente vinhamos reclamando. Naquele dia não falamos nada. Parece que fizemos um acordo mudo. Todos sabiam da nossa vitória, Todos sabiam da nossa superação, mas não falávamios daquilo. Era uma forma de tornar nossa glória em uma coisa maior ainda. O que importava era que, naquele dia, havíamos vencido e éramos os melhores. Os outros não precisavam saber disso. Só nós e nossos egos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-5336838033996395892?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/5336838033996395892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=5336838033996395892' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5336838033996395892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5336838033996395892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/12/batalha.html' title='Batalha'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-3091635742179380799</id><published>2008-12-01T04:30:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T04:36:56.999-08:00</updated><title type='text'>O Velho e o Mar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Oitenta e quatro dias sem pescar um peixe foi tempo suficiente para que o velho Santiago levasse a fama de azarado da pior espécie. No octogésimo quinto dia, ele fisga um peixe, o maior de todos que já viu. Na luta para derrotar o peixe, Santiago demora três dias. Depois de vencida a batalha, quando ele está voltando para casa com o enorme peixe amarrado ao seu barco, os tubarões atacam e deixam só o espinhaço do peixe. Santiago volta para sua casa e dorme na sua cama com colchão feito de jornais velhos.&lt;br /&gt;Três anos atrás, quando li a obra pela primeira vez, o livro me causou uma baita tristeza no final. Mas agora que o reli me causou impacto. Foi muito mais forte. Uma das pouquíssimas coisas que aprendi na faculdade, e que minha mãe não leia isso, foi que ninguém lê duas vezes o mesmo livro. É como aquela história de que ninguém atravessa duas vezes o mesmo rio. Há três anos, vou ser sincero, minha vida estava uma merda. Nem sei como cheguei no “O Velho e o Mar”, na verdade, nem sei como cheguei ao Hemingway. Bom, a verdade mesmo é que não sei como cheguei a lugar nenhum, mas agora isso não importa. O que interessa é que era quase dezembro e eu estava lá no meu quarto, na minha casa, no Bonja, com esse livro na mão e um monte de coisas na cabeça. A edição era boa, mas umas frases na contracapa me deixaram um pouco apreensivo sobre o que eu entenderia daquele livro. Mas li. E, confesso, na época cheguei ao final um tanto decepcionado. Talvez esse também tenha sido um dos motivos da minha tristeza.&lt;br /&gt;Bom, mas reli a obra. Três anos se passaram e eu precisava voltar para aquele livro. A primeira diferença foi no tempo de leitura. Antes eu havia demorado dias, acho que até semanas, agora li em uma tarde. Claro que isso não quer dizer nada. Mas já é uma diferença. Prestei mais atenção a frases como: “Um homem não nasceu para a derrota, um homem pode ser destruído, mas não derrotado”. Isso também pode não dizer nada, mas para mim faz muita diferença.&lt;br /&gt;Dessa vez, quando acabei, senti um vazio imenso e, no meu pouco entendimento, as obras que causam esse vazio no leitor são geniais. Quando fechei o livro, não acreditei que uma coisa tão pequena pudesse ser tão genial e dizer tanta coisa em tão pouco espaço. Claro que ali há uma mensagem de esperança no homem, na sua capacidade, na sua persistência, na sua fé, mas também há o outro lado. O lado de um velho que passa oitenta e quatro dias sem pegar um peixe e quando pega, ele é devorado pelos tubarões. Penso na idéia de injustiça, de falta de sentido. E é isso que Santiago representa para mim: as quase conquistas.&lt;br /&gt;O velho foi o maior pescador do mundo enquanto os tubarões não apareceram. Foi o homem mais sortudo de Cuba por instantes. Mas Santiago era salao, ele não trairia sua essência, era um azarado da pior espécie, um sofredor, mas se negava a ser um derrotado. E é aí que entra a frase que já citei acima, Santiago não foi derrotado, foi destruído. O velho lutou contra a derrota até que ela acabasse com suas forças, até que ele não pudesse fazer mais nada a não ser dormir na sua cama com colchão de folhas de jornal.&lt;br /&gt;Santiago me fez chegar a uma conclusão: a tentativa leva à derrota, a persistência à destruição. Por isso me identifiquei com o velho. Ambos não admitimos uma derrota, persistimos até que encontremos a vitória ou sejamos completamente destruídos. E é quase em estado de destruição que me encontro agora. Já vejo os tubarões se aproximando.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-3091635742179380799?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/3091635742179380799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=3091635742179380799' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3091635742179380799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3091635742179380799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/12/o-velho-e-o-mar.html' title='O Velho e o Mar'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-5385332970079635099</id><published>2008-11-26T05:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T05:19:45.329-08:00</updated><title type='text'>O Outro*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Entro no meu apartamento e encontro o outro sentado no meu sofá. Lembro de Borges. Está velho, ou seria estou velho. Os cabelos brancos, as expressões de tristeza da face ainda são as mesmas, a única coisa que nos difere é o adorno em torno dos olhos causado pelas rugas.&lt;br /&gt;No início não falamos, apenas nos olhamos. Algum tempo depois, ele fala:&lt;br /&gt;- Lembro desse dia, foi há quarenta anos atrás.&lt;br /&gt;Eu sou ele ou ele sou eu. Acho que na verdade somos o mesmo. Somos um único Fábio. Não consigo me controlar. Pergunto:&lt;br /&gt;- Acontecerá algo de extraordinário na minha vida?&lt;br /&gt;Ele me olha e sorri. Como conheço bem esse sorriso para substituir as palavras.&lt;br /&gt;- Na nossa vida, você quis dizer.&lt;br /&gt;Não concordo. Não falo nada. A penumbra da noite invade todos os espaços vazios. Não há mais nada naquela sala além de nós, ou além de mim. Ele continua me olhando. Me olha com os meus olhos. Essa idéia me confunde. Parece que estou nu na frente do outro. Aqueles olhos sabem tudo. Olham para dentro de mim. Ele fala:&lt;br /&gt;- O que você quer ouvir?&lt;br /&gt;- Tudo o que você puder me contar, respondo.&lt;br /&gt;- Não posso te contar tudo. Nem quero.&lt;br /&gt;Mais uma vez o silêncio. Começo a encará-lo. Meus olhos não desviam dos olhos dele. Nossos olhos não se desviam. Desafiam-se como irmãos gêmeos. Não, mais que isso, se fitam na frente de um espelho, um espelho que tem quarenta anos de diferença no reflexo. Ele ajeita os cabelos. Agora sei que vai falar. Essa é a senha.&lt;br /&gt;- A vida não é nada além do que você esperava, começa. Não haverá grandes surpresas. Você se deparará com algumas dificuldades, mas será levado pela maré. Continuará sendo encontrado pelas decisões e não as encontrará.&lt;br /&gt;Ele pára. Então não haverá nenhuma surpresa. Já esperava isso. Também já esperava ser encontrado pelas decisões. O outro não me falou de nada que já não soubesse. Tenho mais algumas perguntas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Escreverei algo? Um romance?&lt;br /&gt;Agora seus olhos não são mais um reflexo. Eles perderam a ilusão. Ilusão que os meus ainda não perderam.&lt;br /&gt;- Deixará que a chama se apague. A vida, o trabalho, o tempo, as derrotas, isso tudo vai fazer com que enterre os sonhos. Um dia, sentado em uma mesa de bar, olhando para as pessoas que passam, descobrirá que nunca teve talento e que tudo que escreveu foi em vão e sem sentido. Depois desse dia nunca mais escreverá.&lt;br /&gt;Isso sim, apesar de esperado, é forte. Não encarar a verdade de frente é um modo de fuga. Mas o outro sabe e sabe que passo por isso. Ainda tenho mais perguntas.&lt;br /&gt;- Continuarei lendo, mesmo sabendo do meu fracasso?&lt;br /&gt;- Sim, lerá até que teus olhos percam as forças. É melhor colocar óculos o mais cedo possível. Sofrerá as conseqüências, respondeu.&lt;br /&gt;Ainda falta uma pergunta. Aquela que pensei em fazer desde que entrei e vi o outro sentado no meu sofá. Ele sabe qual é a pergunta. Nem preciso fazê-la. Ele me responde.&lt;br /&gt;- Não. Não conseguirá. Vai ser a maior decepção da nossa vida. Chegará muito perto. Pensando bem, terá a decisão em sua mão, mas escolherá não fazer nada. Por prudência, não vai querer dar um passo maior que a perna, mas vai descobrir que, no final, cairia do mesmo jeito. Ela casará em um sábado de setembro. Você irá e ficará até o fim. Até que se esgotem os últimos suspiros de esperança. Depois desse dia nunca mais a verá.&lt;br /&gt;Agora entro no labirinto da minha existência e sei que não chegarei ao outro lado, o lado no qual está o sentido. Pela primeira vez em anos, choro. Ele me olha e fala:&lt;br /&gt;- É melhor começar a esquecer agora, assim será mais fácil. No começo será terrível, mas você sobreviverá. Eu garanto.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E então ficamos em silêncio.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Uma releitura de Borges feita por um interiorano e suas pequenas aspirações.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-5385332970079635099?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/5385332970079635099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=5385332970079635099' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5385332970079635099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5385332970079635099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/11/o-outro.html' title='O Outro*'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-2651974853858137778</id><published>2008-11-20T02:49:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T04:44:43.549-08:00</updated><title type='text'>Véspera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um dia antes de vir embora para Porto Alegre, há dois anos atrás, num domingo de sol, eu caminhava sem rumo pelas ruas do Bonja. Sem rumo mesmo. Procurava alguma coisa que não sabia o que era. Bom, eu sabia o que era e isso me corroia por dentro. Eu estava a um dia de dar o maior passo da minha vida. Mudaria cidade, casa, entraria na faculdade e isso já era mais do que o bastante.&lt;br /&gt;Eu pensava em tudo que havia acontecido naquele último ano. Pensava em tudo que poderia vir, no desconhecido que eu enfrentaria no dia seguinte e isso me deixava inseguro. Nunca me adaptei às incertezas. Não poderia ser verdade. Eu passei anos querendo ir embora daquela cidade, mas quanto eu mais queria, mais eu sabia que não tinha possibilidades de não fazer isso. E ali, quando eu estava com a chance na mão, eu titubeava, pensava melhor. Será mesmo que queria ir embora? Será mesmo que queria entrar para um curso de Letras? Não sabia essas respostas. Eu queria ler e escrever, era a única certeza. Mas, como acontecia sempre, eu era levado pela maré. Querendo ou não, em dúvida ou não, eu iria embora no outro dia.&lt;br /&gt;Nunca consegui deixar de pensar no futuro. Nunca deixei de me perguntar o que aconteceria no dia seguinte. Isso talvez tenha me atrapalhado muito. É um clichê, mas deixei o hoje para viver o amanhã. E naquele dia, um dia antes de deixar tudo para trás, porque esse era o meu sentimento, parece que eu estava virando uma página de um livro que eu nunca mais teria nas minhas mãos, eu pensava mais que nunca no futuro. Fora o que aconteceria comigo e com a minha carreira incerta, eu também pensava o que aconteceria com a Lauren, e hoje eu sei, essa era a maior maneira de pensar em mim. Os caminhos se separariam, não que corressem juntos para o mesmo lugar. Mas, ao contrário dos anos anteriores, eu sabia qua não a veria mais. Antes, apesar de não ter absolutamente nada com ela, eu sabia que, quando março chegasse, eu a encontraria na escola e o apenas ver já me satisfazia. Agora era incerto. Sempre pensei nas piores possibilidades, sempre pensei no pior que poderia acontecer. Era um jeito de me preparar para as coisa ruins, só isso. E nesse eu preparo para o que de pior poderia acontecer, eu já pensava que mais cedo ou mais tarde perderíamos o contato: ela seria só lembrança e eu um carinha que escreveria sobre ela, como agora, talvez.&lt;br /&gt;Naquele domingo de sol no qual eu caminhava sem rumo, era ela que eu procurava. Era ela que eu precisava ver mais uma vez, nem que fosse só para ver. Vê-la seria uma certeza, a certeza de que eu viraria a página mas que carregaria o livro aonde eu fosse. Caminhei até que anoitecesse.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-2651974853858137778?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/2651974853858137778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=2651974853858137778' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/2651974853858137778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/2651974853858137778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/11/vspera.html' title='Véspera'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-1897798666646379100</id><published>2008-11-13T03:11:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T04:58:34.273-08:00</updated><title type='text'>O Tempo e o Vento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Esse é o título do meu livro preferido, que por sinal estou relendo. Acho que não há nenhum título que expresse tanto o inevitável: a vida passa. Não é só pelo peso do título que escrevo. Há dois anos atrás eu estava saindo da escola, sem a mínima idéia do que aconteceria e o que não aconteceria na minha vida. O único modo que eu achava para fugir dessas dúvidas era lendo e lendo O Tempo e o Vento. Não vou falar da maestria da obra, não tenho competência nem conhecimento suficiente para fazer isso. Quero falar mais do momento que esse livro apareceu na minha vida e do que aconteceu quando eu li a última página da trilogia.&lt;br /&gt;Sem perspectivas. Essa frase talvez resuma meu estado naquela época. Sempre tive plena consciência das minhas possibilidades e ainda mais das minhas impossibilidades. Naquele momento eu sentia que acabava uma fase e que dali por diante eu teria que dar um jeito na minha vida. Que jeito? Fazer o quê? A vida era muito maior que o Bonja e os draminhas da minha vida. Isso me deixava pior ainda, acreditem. Se eu já era um fracassado no Bonja e com aqueles draminhas, como seria com o resto?&lt;br /&gt;Eu sempre tentava não ser tão vítima. Sempre pensava que tinha gente muito pior que eu. Mas não adiantava. Somos egoístas por natureza, por essência. Então lá estava eu, com dezessete anos e pensando nas inúmeras coisas que eu não tinha conseguido e nas outras que não iria conseguir. Pensava em todo meu drama de adolescente fracassado: chinelo, pai alcoólatra, sem futuro e renegado. Sim, renegado também. Já tinha me acostumado a minha condição social, afinal, ser chinelo é só uma questão de costume, com o tempo, e aí entra também o título, você se acostuma com a falta de algumas coisas e aprende a ir dando um jeito.&lt;br /&gt;As relações com meu pai sempre tiveram dois pólos: o sóbrio e o ébrio. Quando estávamos no pólo do sóbrio as coisas não eram tão ruins, mas quando estávamos no ébrio, as coisas ficavam péssimas. Do meu ponto de vista, as relações com meu pai foram decisivas para a visão de mundo que tenho hoje. Se vejo tudo com olhos receosos e sempre fico com o pé atrás é por que sei que as coisas sempre podem piorar ou dar errado. Não quero mais falar disso, esse assunto me deixa triste e com uma falta de fé na vida incrível.&lt;br /&gt;Quanto a minha falta de futuro, ela me torturava. Tinha pensado em ser muita coisa. E não seria nada. Quanto mais o tempo passava mais eu tinha certeza disso. O fato de eu ser um guri chinelo, morar no Bonja, mais precisamente da Sapolândia, não ter dinheiro para quase nada e ser medíocre até certo ponto, praticamente anulavam minhas chances de ser alguma coisa. Eu tiinha alguns pensamentos sobre o que seria minha vida, já me imaginava trabalhando no mesmo lugar que meu pai e morrendo um pouco por dia naquela cidade. Não tinha pensamentos positivos. Não tinha motivos para ter pensamentos positivos. A realidade era gritante. Eu não podia negá-la.&lt;br /&gt;Ser renegado foi outro fato importante e, não vou mentir, me feriu profundamente. Era uma derrota só minha. Um fracasso só meu. Eu não conseguia. Eu é que e escutava o não. E escutava o não por tudo que eu era e por tudo que não era. É claro que isso tem a ver com a Lauren. Ela era o símbolo de que eu não conseguiria nada. Por mais que eu fizesse, por mais que eu tentasse, o final era o mesmo. Sempre aquele horrível e curto não. E quando eu recebia mais um não, tudo aquilo que eu não era desabava na minha cabeça, então eu sabia que nada daria certo na minha vida e tudo era em vão.&lt;br /&gt;Nesse momento em que eu lia O Tempo e o Vento, já tinha me saturado. Já tinha perdido tanto, já tinha recebido tantos nãos, estava tão sem perspectivas que não pensava em mais nada. Não tinha futuro e deu. Chegava de lutar contra a maré. Chegava de tentar em vão. O que não aconteceu até ali não aconteceria. Eu era um derrotado e tinha que me acostumar com isso. A vida tinha que ir para a frente, mesmo que fosse aquela bosta que era. Era o momento no qual eu levava o choque da realidade. O momento que as minhas impossibilidades ficaram ainda mais gritantes.&lt;br /&gt;Então, na semana em que eu lia o terceiro Arquipélago, última parte da trilogia. Aconteceram algumas coisas que me desviaram um pouco do caminho tortuoso que eu fazia até a minha dura realidade. Ganhei uma bolsa e isso, por mais torvo que fosse, me dava um relance de futuro. Talvez alguma coisa mudasse. E no dia em que eu li a última parte do Tempo e o Vento, eu fiquei com a Lauren. Esse foi o acontecimento que mais me deu esperanças naquele tempo. Naquele dia eu pensei que sim, que a vida poderia ter um sentido, que eu poderia mudar minha rota de derrotas, eu poderia ter futuro. Aquele momento foi o que eu mais tive esperanças na minha vida. Aquele foi o momento que eu acreditei em muita coisa. O beijo dela abriu meus olhos para as possibilidades que minha vida poderia ter. Naquele momento eu acreditei que eu tinha o direito de ser feliz e mais, eu poderia ser feliz.&lt;br /&gt;Naquele dia eu li a última página do Tempo e o Vento, fechei o livro com uma baita esperança. Mas tinha acabado, aquele momento tinha acabado, meu momento de esperança nunca mais apareceria. O Tempo e o Vento tinham passado, foi um momento, também tinha acabado. E a Lauren. A Lauren nunca mais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-1897798666646379100?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/1897798666646379100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=1897798666646379100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/1897798666646379100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/1897798666646379100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/11/o-tempo-e-o-vento.html' title='O Tempo e o Vento'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-4377319786057710230</id><published>2008-11-13T03:06:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T04:56:14.801-08:00</updated><title type='text'>Por quem os sinos dobram</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Não me pergunte por quem os sinos dobram. Eles dobram por você." Essa frase me trás muitas lembranças. Más lembranças, diga-se de passagem. Lembro do dia em que eu lia "Por quem os sinos dobram", de Ernest Hemingway. Três anos atrás. Eu estava no segundo ano do ensino médio. E o ano estava uma bosta. Era outubro, domingo de chuva, domingo feio. A edição que a biblioteca do Ginásio tinha era encapada com um plástico estranho, a capa estava quase caindo, mas não me importava. Tinha o livro e isso era o suficiente. Um acontecimento desse domingo me fez deixar de acreditar em muita coisa. Mas antes de contar esse acontecimento vou contextualizar um pouco a história. Em pleno ano de 2005 meu pai tinha um bar perto da praça do Bonja. Não tenho dúvida em dizer que passei os dias mais tristes da minha vida dentro daquele boteco. Passava lá minhas tardes ouvindo gente que nunca fui com a cara. Levando sermão de quem se vangloriava de viver bêbado ou coçando o saco escorado em balcão de boteco. Esse ano foi muito ruim. Um dos piores que já passei. O tal ditado do peixe fora da água caia perfeitamente. Inacreditável como um acontecimento foi pior que o outro. Minha família estava sempre brigando. Eu estava sempre me fodendo, fosse pela Lauren ou por respirar. Por qualquer coisa eu me ralava. Dá raiva só de lembrar. Enfim, estava tudo uma grande merda, mas piorou. Nesse domingo chuvoso, meu pai chegou em casa lá pela uma hora da tarde, muito bêbado. O triste disso é que fazia quatro anos que ele não bebia. E vocês não sabem como isso dói num filho. Até meus doze anos vi meu pai beber e beber. Ele foi internado e parou. Parou por quatro anos. Parou até esse domingo chuvoso no qual eu lia "Por quem os sinos dobram". Depois de muito tempo agüentando tudo de ruim que acontecia na minha vida no osso do peito, nesse domingo desabei. Chorei, me tranquei na casa de baixo com o livro e misturei meu choro com a história de Robert Jordan. Nesse dia eu pensei em muita coisa. Por que tem gente que só se fode? Deus, será que existe? Por que as coisas não davam certo para mim? Já não estava na hora de ser um pouco, o mínimo que fosse, feliz? Já não tinha passado por tudo? Estava na hora de melhorar, não estava? Mas não só fiz perguntas nesse dia, também cheguei à conclusão de que a vida é uma bosta e quando o cara nasce cagado, não tem. Nunca neguei o que sou e há três anos atrás eu sabia que não seria nada. Sempre fui chinelo e não é agora, que só mudou a paisagem e as pessoas que me cercam, que minha essência vai mudar. Naquela época, o que me colocava para a frente eram três coisas:as amizades, os livros e a Lauren. Essas três coisas eram todo o meu horizonte de expectativas. E eu sabia que perderia esse horizonte a qualquer hora. Meus amigos provavelmente iriam estudar fora, um dia eu teria que me tornar proletário e os livros desapareceriam da minha vida, a Lauren, bom, eu nunca conseguiria. Enfim, eu era um fodido, não tinha futuro nenhum. Minhas chances de fazer uma faculdade eram as mínimas possíveis. A luz da minha casa era cortada uma vez por mês, como iria pagar um faculdade? Juro que já me via atrás de um balcão pelo resto da vida, vendendo cachaça, fritando pastel, ouvindo conversa de bêbado e definhando um pouco por dia. A cada dia que passava eu me afundava mais nessa lama de falta de perspectivas. É por isso que não admito que as pessoas venham me falar em esperança. Quando o cara está rodeado de merda ele deixa de acreditar em tudo. Em si principalmente. Eu não passava de um guri de bosta sem futuro, que morava num cu de mundo, que cuidava de um boteco, que não conseguia nem mesmo conquistar a guria de que gostava. Eu tinha consciência disso tudo, de toda essa falta de coisas. Pensava em me matar toda vez que fazia o trajeto do boteco à minha casa. Nem lembro quantas vezes saí nas noites frias do Bonja, caminhando na chuva, pensando, pensando e pensando. Um ser humano não poderia ser tão derrotado assim. Eu tinha que dar um jeito naquilo. E o único jeito era me matar. Não agüentava mais aquele cheiro de cachaça impregnado nas minhas mãos, aquele clima de constante briga em casa, aquele ar de derrota que pairava sobre minha cabeça e a de meus amigos, aquela felicidade no rosto da Lauren, por que não tem nada pior do que a felicidade da pessoa que você gosta quando você está na merda e a pessoa feliz, e feliz com outro. As únicas coisas que tiravam um pouco da minha cabeça o constante fracasso eram as peladas no municipal, os livros e as conversas com o Fernando. Quase nos matávamos nas peladas contra a gurizada da Madeireira: Fernando na zaga, Douglas na lateral direita, eu na esquerda e o Tio Musa lá na frente, pescando. Por incrível que pareça, nunca mais joguei com um time que me desse tão bem e quando nos acertávamos, meu amigo, a coisa saia. Os livros sempre foram a fuga. Desde que li "Harry Potter e a Pedra Filosofal", descobri que o mundo poderia ser outro, pelo menos para mim, na minha cabeça e pelo tempo que aquelas páginas durassem. Em um ano fui de J.K. Rowling a Dostoiévski, mas eu sabia que não tinha lido nada e por isso continuava, continuo. E sempre que estava mal, isso ocorria constantemente, tinha uma xícara de café e uma música do Led na casa do Fernando. Passávamos horas falando nas coisas ruins que nos aconteciam e nas boas que nunca aconteceriam. Fazíamos uma térmica de café e escutávamos "All of my love" por horas. Essas são as melhores lembranças que tenho daquele ano. Hoje é uma quinta-feira, também outubro e ainda não está chovendo. Algumas coisas mudaram. Saí do Bonja, perdi a maioria dos amigos, não existe mais boteco (vi derrubarem o prédio, senti uma leve alegria ao ver que ele não voltaria mais, confesso), as brigas na minha casa não são tão constantes e não cortam a luz uma vez por mês. O que, ainda, me mata são as coisas que não mudaram. Sou o mesmo guri fodido e chinelo, continuo sem futuro e a Lauren ficou inalcançável. E não é porque eu moro em outra cidade ou entrei na faculdade que mudei minha essência. Sou o mesmo fracassado de três anos atrás. Continuo sem horizonte de expectativas. E me fodo tanto ou mais que antes. Não estou lendo "Por quem os sinos dobram", acho que hoje consigo pegá-lo na biblioteca, mas uma coisa eu já sei, não é por mim que os sinos dobram, mas pode ser por você.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-4377319786057710230?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/4377319786057710230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=4377319786057710230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4377319786057710230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/4377319786057710230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/11/por-quem-os-sinos-dobram.html' title='Por quem os sinos dobram'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-5818433391884972130</id><published>2008-09-16T04:27:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T05:36:16.164-07:00</updated><title type='text'>Essência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O primeiro pensamento que tive quando fiz dezenove anos foi: é hora de desistir. Do quê? De muita coisa. Muita coisa não, porque não tenho muito, mas do pouco que quero. Acho que as coisas não têm sentido nem porquê. Não valem a pena. E valer a pena é outra questão que se debate dentro de mim por muito tempo. Eu iria escrever que às vezes penso em abandonar tudo, mas isso não acontece às vezes, acontece todo dia quando vou dormir, quando acordo, quando penso. Não acredito que certos esforços poderão mudar o rumo da minha vida. Cheguei à conclusão que nenhum esforço poderá mudar esse rumo. Que diferença vai fazer se eu chegar ao fim desse curso, se eu não chegar, se eu conseguir o que quero, não conseguir? Nenhuma diferença. Essa é a resposta. A essência não vai mudar se eu conseguir alguma coisa. Sempre vou me sentir o mesmo. Sempre vou pensar que sou um derrotado e um fracassado, mesmo conseguindo alguma coisa, eu vou saber quem eu sou. Isso faz toda a diferença. Sendo alguma coisa, não serei ninguém. Continuarei eu mesmo. E foi essa conclusão que eu tirei em dezenove anos de vida. Não importa o que eu consiga, serei o mesmo. E minha essência é nada. Lutei contra essa idéia do nada. Não poderia me conformar, mas as tentativas frustradas foram me esmagando um pouco por dia. Entendo o que é ser esmagado pelas tentativas porque tentei mais que muita gente. Fui um perseguidor implacável dos meus objetivos. Fui até os limites. Tentei até me esgotar. E agora entra Oscar Wilde com uma de suas máximas que, claro, tem toda a razão: só exisem duas grandes tragédias na vida, a primeira é não conseguir o que se quer, a segunda é conseguir. Isso é certíssimo. Todo ser humano é insaciável por natureza. Ninguém se contenta com pouco. Quando consegui alcançar alguns objetivos, simplesmente passei por eles, atropelei. Não aproveitei nada, nem me lembro dos momentos. Cheguei nesses objetivos e comecei a pensar nos próximos, no que eu faria para alcançá-los. O que desisti agora, é de ser insaciável. Não ser insaciável é não ser nada. Não quero mais objetivos. Não quero me matar atrás de mais nada. Não quero correr atrás de nada. Não quero lutar contra maré nenhuma. Quero me esconder da vida. Quero pegar um livro e me abstrair com sua história até a última frase e quando ele acabar, pegar outro e assim fazer um processo contínuo de não viver, de não enfrentar nada, nem buscar nada. Quero ser um medíocre solitário. Quero manter meu universo de vidro onde nada acontece, nada pode acontecer, nada vai acontecer. Sim, assumi de vez meu individualismo. Abandonei os ideais. Por muito tempo pensei em ajudar os outros, ser alguém útil. Mas agora chega. Somos um conjunto de individualistas. Os poucos que me ajudaram terão minha gratidão e ajuda enquanto eu estiver vivo, mas aqueles que pouco se importaram, que se fodam. Acho que me preocupar comigo é o mais e o menos importante que posso fazer. É importante porque sou o opressor e o oprimido das minhas ações. E não é importante porque não vai fazer diferença nenhuma. Eu já disse, a essência é nada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-5818433391884972130?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/5818433391884972130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=5818433391884972130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5818433391884972130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5818433391884972130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/09/ess.html' title='Essência'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-8950601602857294156</id><published>2008-09-15T04:54:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T12:53:32.805-07:00</updated><title type='text'>Os Segundos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Abri os olhos e a vi. Pensei no Pessoa "valeu a pena? tudo vale a pena se a alma não é pequena". O sol entrava pela janela e batia no seu rosto. Estava linda. Eu me debatia por dentro. Lembrei de tudo, desde o fim até o começo. Nem sequer pisquei. Fiquei com olhos parados, fixos naqueles traços. A boca fina, fechada. O nariz pequeno, quase arrebitado. A mão direita embaixo do rosto. Os olhos fechados, tranquilos, vendo não sei o quê. Eu quis que o tempo parasse. Quis eternizar o momento. Sabia que o depois acabaria com tudo. Nasceria morto. Essa idéia me matava. O medo constante de perder o que tanto quis é uma merda. Não posso viver assim. As coisas têm que ser bem resolvidas. Vão para frente ou não vão para lugar nenhum. Sabia que depois daqueles segundos nos quais o sol entrava, que eu a via e a achava a guria mais linda do mundo, que eu até acreditava que poderia ser feliz, tudo desabaria. Quando ela abrisse os olhos, e principalmente eu abrisse, a realidade cairia e me esmagaria. Seria tão triste que não poderia esperar por aquilo. Seria fracassar de novo. Seria constatar que perdi meu norte. Seria admitir que a vida, realmente, não tem sentido, que eu nunca poderia ser feliz, que eu não poderia mudar as coisas, por mais que tentasse, que eu nadei contra a maré por muito tempo. Seria admitir que não sou nada. Não poderia esperar por esse momento. O medo me corroia. Levantei e saí.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-8950601602857294156?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/8950601602857294156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=8950601602857294156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8950601602857294156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8950601602857294156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/09/os-segundos.html' title='Os Segundos'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-3795018912128135429</id><published>2008-09-11T13:38:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T06:52:54.583-07:00</updated><title type='text'>Chuva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tudo aquilo para acabar assim. Uma tarde de chuva, quase sem assunto e olhares para o nada. Será que tento mais uma vez? Não, hoje não. Acordei decidido a não fazer mais nada. Chega. O que não se consegue em sete, não se consegue em dez ou cinquenta.. Derrota agora ou depois, qual a diferença? Ainda nos olhamos. Não, eu tento olhar. Ela olha para o chão, a chuva. Busco palavras. Não tenho mais. Não tenho mesmo. Lembro de quantas vezes já estivemos a ponto de tomarmos caminhos diferentes. De quantas vezes já ficamos olhando para a chuva. Ela para a chuva, eu para ela. O silêncio das outras vezes era gritante. Ainda tinha uma esperança. A gente se encontraria em um lugar ou outro e as coisas ainda poderiam... O silêncio de agora é mudo. Não tem nem um pingo de esperança. Silêncio que antecede o fim do último ato da tragédia. Silêncio que segue depois da última cena do filme e antecede a música. Nem sabe há quanto tempo não falam nada. Ridículo. Também olha para o nada. Nada. Não vê, não fala, não pensa. Só sente. Sente que é o fim. Que não deu em nada. Que morreu o pouco que tinha. Que não tem futuro. Olha-a mais uma vez. Tem vontade de chorar. Pensa que é ridículo. Como deixou a coisa ir parar ali? Por que não desistiu antes? Seria tão mais fácil. Desistia e pronto. Seria difícil e tal, mas já teria acabado. Vai saber o que estaria fazendo agora. E se tentasse mais uma vez? Não teria outra chance. Era a última vez, prometia a si mesmo, como um bêbado na frente de um copo. Não, não e não. Hoje não. Nem que morresse de arrependimento. Não faria mais nada. Agora ela olha para ele. Se fuzilam. Ele quase fraqueja. Ela espera alguma coisa, conhece ele. Sabe que não vai desistir. Que quando quiser, ele estará lá. Ele a encara. Dois segundos de olhos nos olhos. Ele sai para a chuva.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-3795018912128135429?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/3795018912128135429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=3795018912128135429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3795018912128135429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3795018912128135429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/09/chuva.html' title='Chuva'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-1941913164358810191</id><published>2008-09-09T08:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T08:25:04.261-07:00</updated><title type='text'>In my life (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Minha música preferida. Acho que tem grande relação com a minha (quase) vida. Há muitos lugares que lembram minha vida e eles também mudaram e não para melhor. E esses lugares tiveram seus momentos, e que momentos, ruins, bons, péssimos. E os amigos e amores? Embora eu sempre faça uma escala das pessoas importantes na minha vida (sim, estou falando que a família vem primeiro), esses lugares não seriam os mesmos sem os amigos e os amores. E é claro que, em minha vida, eu amo mais a você. Você que provavelmente nem leia as coisas que escrevo. Mas o importante é que você saiba que em minha vida amo mais a você. Agora, as coisas, os lugares, os momentos, os amigos, os amores só me trazem lembranças. Um dia eu estava falando com um dos poucos amigos que restou desses lugares, que lembranças são ruins. Ele achava o contrário. Para ele, as lembranças diziam que um dia a gente foi feliz. Não concordei, as lembranças me deprimem. Dizem que tudo já passou e não fui nada, que o que eu poderia conseguir já consegui. Mas apesar dessa minha antipatia com as lembranças, vivo delas. Lembrar é a única droga que uso. A depressão que vem depois de cada tragada supera tudo. Mas guria, ainda vou escrever mais uma vez. Em minha vida eu amo mais a você.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-1941913164358810191?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/1941913164358810191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=1941913164358810191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/1941913164358810191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/1941913164358810191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/09/in-my-life-ii.html' title='In my life (II)'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-6058194518716887683</id><published>2008-09-09T07:58:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T08:04:58.439-07:00</updated><title type='text'>In my Life (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Há lugares dos quais vou me lembrar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;por toda a minha vida, embora alguns tenham mudado&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Alguns para sempre, e não para melhor&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Alguns se foram e outros permanecem&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Todos esses lugares tiveram seus momentos&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Com amores e amigos, dos quais ainda posso me lembrar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Alguns estão mortos e outros estão vivendo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em minha vida, já amei todos eles&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas de todos esses amigos e amores&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não há ninguém que se compare a você&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E essas memórias perdem o sentido&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando eu penso em amor como uma coisa nova&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Embora eu saiba que eu nunca vou perder o afeto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;por pessoas e coisas que vieram antes,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu sei que com freqüência eu vou parar e pensar nelas&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em minha vida, eu amo mais a você&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em minha vida...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu amo mais a você&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-6058194518716887683?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/6058194518716887683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=6058194518716887683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6058194518716887683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6058194518716887683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/09/in-my-life-i.html' title='In my Life (I)'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-753197252899831161</id><published>2008-09-08T12:28:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T06:49:46.354-07:00</updated><title type='text'>Tempo Suficiente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dezenove anos e ainda quero as mesmas coisas. Parei, o tempo não. Também não são as mesmas, algumas só. Desisti do resto. Estou quase desitindo da outra parte. Mas as coisas que ainda quero, tenho plena consciência que não acontecerão. Não é pessimismo nem conformismo. Realismo. As coisas não caem do céu. Não disse que não acredito em um céu ou um Deus. Só disse que elas não caem do céu. Temos que fazer o mínimo esforço necessário para consegui-las. E é aí que está o problema: vale a pena? Não acredito no Pessoa quando ele escreve que tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Nem tudo vale a pena. Nem tudo vale o esforço. Minha opinião. As coisas não valem a pena porque não têm sentido. Nada tem sentido. Falo isso porque procurei. Aliás, foi só o que fiz até agora, procurei sentido. Claro que não achei. Sentido na vida é tão real quanto o Santo Graal ou o Rei Arthur. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Olhem como as palavras caminham por si só. Não era nesse ponto que eu queria chegar. Quando comecei a escrever sobre as coisas que ainda quero, apesar do tempo e das circunstâncias. Queria falar das coisas que quis desde de guri. Persigo os mesmos objetivos há tanto tempo que já me confundi com eles. Não sei se existem ou não. Se podem ser alcançados ou são frutos da minha imaginação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As coisas a que me refiro não são coisas. São sentimentos, pessoas. Sempre quis entender minha família, ter o mínimo de assunto possível com eles. Manter as velhas amizades. E agora vem a parte dramática que reluto em escrever, mas sempre aflora: a Lauren.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas é como falei em algum lugar. Dezenove anos é tempo suficiente para desistir de muita coisa. E as que ainda não desisti, não demorarão muito para ruírem. A cada dia o tempo se vai, escorre. Com ele, as chances, as esperanças, as tentativas. Daqui algum tempo não sobrará nada. Isso não me deixa triste. Simplesmente me deixa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-753197252899831161?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/753197252899831161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=753197252899831161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/753197252899831161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/753197252899831161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/09/tempo-suficiente.html' title='Tempo Suficiente'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-2826668023482272451</id><published>2008-08-25T15:50:00.000-07:00</published><updated>2008-09-12T16:00:08.064-07:00</updated><title type='text'>Descaminhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Os descaminhos que a vida toma são inacreditáveis. Digo descaminhos porque as coisas raramente dão certo. Talvez eu não seja um pessimista, mas um realista ao extremo. Não acredito num monte de coisas. Acredito em outro monte, mas não sei de nada, essa é a verdade. Estamos sempre perdidos, mesmo quando estamos em busca de alguma coisa, estamos perdidos. É isso que eu acho. Pelo menos é assim que me sinto. Há um tempo atrás eu queria muito entrar na faculdade, ir embora do Bonja, ficar com a Lauren. Isso aconteceu, mas não sei. Entrei na faculdade e agora não vejo a hora de sair. Saí do Bonja e não sei, realmente, se quero ficar longe de lá. Bom, a Lauren foi diferente. Fiquei com ela, mas é a única coisa que quero desde aquela época. Sei que já devo ter escrito as mesmas coisas milhares e milhares de vezes, mas esse foi o maior dos descaminhos. Contraditório, o maior dos descaminhos foi o único que seguiu o caminho. Esses tempos não têm sido muito bons para a criação. Não que, em algum dia, eu tenha escrito algo bom. Mas parece que estou passando por um fase totalmente introspectiva. Não quero que isso aconteça. Mas também não quero me importar nenhum pouco com os outros. Está tudo uma bosta e essa é a verdade. Cheguei na encruzilhada dos descaminhos. Não serei nada de um jeito ou de outro. Mas é uma encruzilhada. Sabem, cansei de fazer tanta coisa sem sentido. Sim, eu sou daqueles que precisa saber qual é o sentido das coisas que faço. E o pior das pessoas como eu, é que elas nunca acham sentido. Essa falta provoca um enorme vazio. Perguntas sem respostas são as mais intrigantes das nossas vidas. Minha encruzilhada tem os seguintes pontos: assumo agora que sou um nada ou ainda luto um pouco contra a maré e assumo daqui algum tempo. A única diferença de me entregar depois, é que não vou me sentir tão covarde. Talvez seja covardia o principal defeito das pessoas que buscam sentido. Covardes sempre precisam saber qual o sentido, não arriscam por pouco. Faço isso. Ou melhor, não faço.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-2826668023482272451?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/2826668023482272451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=2826668023482272451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/2826668023482272451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/2826668023482272451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/08/descaminhos.html' title='Descaminhos'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-5025977521698178757</id><published>2008-08-19T11:21:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T11:42:09.717-07:00</updated><title type='text'>Dúvida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois do último ponto final da última postagem, meu pessimismo pediu passagem. Pensei no dia que  nem vou poder olhar para esses três últimos posts. Dia que vou ter certeza de que não deu, definitivamente, em nada. Que eu ter certeza de que fui um babaca e, o pior de tudo, um esperançoso. Minha dúvida não é se as coisas vão acontecer ou não, tenho certeza de que elas não acontecerão. Minha dúvida é quanto ao tempo, quando elas não acontecerão, entendem? É que não quero criar expectativas por muito tempo. Já que as coisas não vão acontecer, podem não acontecer de uma vez, sem futuras torturas. O sim pode esperar, mas o não, não. Duas coisas terríveis e precipitadas são um sim no começo e um não no final. Não há cristão que aguente. Um sim no começo é totalmente mutável, esperançoso, excessivo, demasiado, confiante. Um não no fim é pra quebrar as pernas, trilhar todo o caminho para levar um tombo no final é uma das coisas mais tristes que podem acontecer. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-5025977521698178757?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/5025977521698178757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=5025977521698178757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5025977521698178757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/5025977521698178757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/08/dvida.html' title='Dúvida'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-3890378949733597633</id><published>2008-08-19T10:58:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T11:21:31.368-07:00</updated><title type='text'>Do nosso tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quero te dar a mão, mas você não me olha. Penso que assim, então, é melhor eu me mandar. Esses são os quatro primeiros versos Do Nosso Tempo, da Cidadão Quem. E vocês não sabem quanto sentido faz, num sábado à noite, ao lado da pessoa que você gosta e faz mais sentido se é essa música que está tocando nessa hora. E faz mais sentido ainda se você está olhando pra ela e a sua mão está quase colada na dela. Faz mais sentido ainda se ela te olha. Faz mais sentido ainda se você continua olhando pra ela e fala tudo que pode falar. Praticamente fala que não pode viver sem ela. Que se não conversa com ela, teu dia fica uma bosta. Que o tempo que vocês ficam distantes é eterno e uma droga. Que ela faz tua vida ficar cem vezes melhor. Que você gosta até de ouvir os papos furados dela. Que você pode falar qualquer coisa que ela vai te entender. Que você não quer só ficar, mas estar com ela. Que a companhia dela já é motivo suficiente pra te deixar mais do que feliz durante as tragédias semanais que acontecem. Que antes você achava que gostava dela, mas agora tem mais do que certeza. Que as diferenças de vocês são as melhores coisas. Que o que passou foi inacreitável, mas o que virá será muito mais. Que você pode mostrar pra ela montes e montes coisas. Que você sonha e sonha. Que você precisa dela. E ela é tudo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-3890378949733597633?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/3890378949733597633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=3890378949733597633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3890378949733597633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3890378949733597633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/08/do-nosso-tempo.html' title='Do nosso tempo'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-3475921122550343526</id><published>2008-08-12T10:50:00.000-07:00</published><updated>2008-08-19T10:28:31.504-07:00</updated><title type='text'>Outro Lado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A volta das últimas férias foi um tanto sofrida. Cinco da tarde de um domingo, dia e hora que já são tristes , ainda mais em um último domingo de férias. Eu e minha mãe caminhávamos lado a lado. Silêncio. Íamos para a baita rodoviária do Bonja que, se você não saber realmente onde é, passa batido. O ônibus não tinha chegado e aquela espera estava triste, como estava. Lá, no silêncio natural que algum dia chega aos relacionamentos entre pais e filhos, eu me revirava por dentro. Já não tinha mais tanta certeza de que gostaria de voltar para aquela cidade. O problema de toda ida ao Bonja é que todo o entusiasmo que existe durante o tempo que antecede a ida, se vai nas primeiras três horas de Bonja. Nessas três horas você visita todos os parentes, vai em todos os lugares, reve todas as pessoas, inclusive as que você não quer, enfim, faz tudo que tem para fazer. Eu pensava que não se podia viver em um lugar assim. Sabem né, aqueles conflitos exsitenciais que aparecem nessas horas de volta à realidade. Pois é, eu esperava, o ônibus não chegava, a agonia continuava. E agora é a hora de dar um pequeno pitaco das coisas que aprendi na porra da minha vida: sempre que as coisas podem piorar, elas pioram. Isso mesmo, a situação um tanto triste que esse ser que vos escreve passava, ficou ainda pior. No ônibus, iam, no máximo, umas sete pessoas. Meu banco era o treze( mal sina?!vai saber...). O banco em frente ao treze é o nove e, pelo que eu vi, não seria ocupado por ninguém. Conclusão precipitada. Eu sentado no número treze depois de uma despedida curta com a minha mãe, pensando, pensando e pensando. De repente, e outra coisa que aprendi, pelo menos nas leituras ruins que fiz, é que depois de um de repente geralmente vem uma coisa ruim. ( Vou começar de novo e , por favor, dêem o valor dramático que o de repente merece). De repente, ela entrou. Ela mesma. A protagonista da história aí embaixo. Imaginem meu estado de espírito. Claro que afundou tudo. E vocês já devem ter concluído que ela era a pessoa do banco nove. Prometia, eu sei. O ônibus saiu. fechei os olhos. Porra! Eu tinha que dormir. seria tortura demais viajar quatro horas atrá da criatura e... É, é vocês sabem, afinal foram seis anos e a carne é fraca. Tentei, juro que tentei, mas o sono não veio. Então resolvi. Hoje vou ser forte. Ser feio é encargo da natureza, mas ser covarde é questão de escolha (que baita bobagem). Decidi que não faria nada, nem me mexeria, não haveria ninguém sentado no treze. Quando o sol estava se pondo, começou a bater um vento de algum lugar que não sei qual, mas que batia nos cabelos dela e trazia para o treze o perfume. Sim, sim (que patético), era o mesmo perfume que eu senti por seis anos e reconheço em qualquer lugar do mundo (tá exagerei, eu sei). Toda vez que ela mexia no cabelo, o cheiro aumentava e foi torturante. Admito, quase chorei. Não me entendam mal. Esse episódio só serviu para coroar as péssimas férias que tive. Houve uma série de acontecimentos que não posso e, acima de tudo, não quero contar agora. Vocês não sabem como dói deixar a família, a casa, por pior que seja o lugar onde elas estão. Uma volta à Porto Alegre sempre é triste e uma volta atrás da pessoa que você gosta é muito pior, acreditem. Até a metade da jornada fui muito decidido, mas depois fraquejei, confesso. Fui aos trancos e barrancos. Fiquei me segurando. Era a chance que eu precisava e queria, desde que escrevi a Saga. Sabia que ali, entre o treze e o nove, a coisa duraria por muito tempo, ou acabaria. Era a prova de fogo para eu ver se havia mesmo expurgado, como diz o Fernando. Quando entramos em Cachoeirinha, quase fui. Eu só pensava que aquele momento era o verdadeiro momento, se é que vocês me entendem. Quer dizer, chega de acasos. Eu planejava meus passos. Levantaria, sentaria ao lado dela na maior cara-de-pau e falaria tudo que desse pra falar entre Cachoeirinha e a rodoviária de Porto Alegre. Não fui. Já tinha me segurado por cento e noventa quilômetros. Fui orgulhoso pela primeira vez em toda a história da minha vida. Se ela quisesse alguma coisa (hipotético?!), viria falar comigo. Não falei nada. Chegamos e eu desci. Ela estava na minha frente. Eu ainda sentia o perfume, isso me torturava. Fomos pegar as malas ela estava lotada. Claro que eu não desceria do meu orgulho. Não me ofereceria para carregar nada. Ela que desse um jeito. Mas pensei e a grande verdade da minha vida é que sempre que penso cago. Até tenho a máxima: Penso, logo cago. Pensei que era uma guria cheia de malas, que podia precisar de uma ajuda. Sim, me ofereci para ajudá-la. Ela disse que dava um jeito. Perguntei para onde ela ia. Respondeu que ia pegar um táxi. Eu disse tá e fui para o outro lado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-3475921122550343526?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/3475921122550343526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=3475921122550343526' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3475921122550343526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/3475921122550343526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/08/outro-lado.html' title='Outro Lado'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-7895142909079285231</id><published>2008-07-02T09:49:00.000-07:00</published><updated>2009-12-17T09:36:24.043-08:00</updated><title type='text'>Saga*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se eu fosse contar tudo, perderia muito tempo, o meu e o de vocês. Por isso, vamos aos fatos mais importantes. Eu gostava da Lauren, talvez gostar seja um eufemismo, mas enfim, era isso mesmo que vocês imaginam. Começou nos idos tempos da sétima série...Meu Deus! Dei-me conta que já estou no segundo ano de faculdade, isso dá um, dois, SEIS anos. Quanto tempo perdido. Tá nem tanto, só uns noventa porcento. Mas deixemos os números de lado e vamos ao que interessa. Partindo do princípio simples de que cada um deve exorcizar seus demônios, resolvi escrever sobre ela, os inúmeros acasos, descasos e tragédias desse drama do qual fui protagonista, ou não.&lt;br /&gt;Bom, já falei que a coisa começou nos primórdios da sétima série. Provavelmente paixonite de começo de adolescência, mas durou, acreditem. Na sétima não aconteceu nada, não vou contar os não sei que ela disse, foram muitos durante toda a jornada, eles ocupariam todo o espaço da narrativa. Entrou a oitava e foi mais sem graça que sopa de hospital. Passou a oitava. Estávamos no ensino médio e eu já não era tão guri assim, tá bom que não era um exemplo de maturidade e tal, mas estava a frente de muita gente, mas não interessa. A verdade é que estávamos no ensino médio, fina flor da juventude do Bonja estudando no Ginásio. Ainda éramos colegas e, claro, eu gostava ainda mais dela (eu até falava que era um amor platônico), não sei se sinto saudades daqueles tempos ou repulsa. Pois bem, cidade pequena sempre tem festa de quinze anos, com o Bonja e com a Lauren não seria diferente. Ela debutaria no Clube 16 de Julho Juventude naquele ano e também começaria a namorar com o guri mais bambambam da escola. Eu? Ah! É mesmo , eu ainda era o mesmo Fábio panaca da sétima série, sempre no não sei e beirando, beirando o que mesmo? E aquele primeiro ano demorou, eu gostava ainda mais dela, mas também comecei a descobrir outros caminhos, ou seriam outras caminhadas? Bom, descobri que não existia somente ela do sexo oposto. Sim, me aventurei, pelo menos tentei, me aventurar por outra caminhadas. Não foram tortuosas essas outras caminhadas, aproveitei e aprendi algumas coisas. Mas a vidinha continuava do mesmo jeito o A que gostava de B que estava com C e ainda por cima não gostava de A. Então surgiu a luz no fim do túnel, ela não namorava mais. Seria eu o próximo! Seria eu o próximo? Tentei mais uma vez. Lembro da noite na qual a levei em casa naquele último dia de novembro de 2004. Caminhávamos nós dois pela travessa Zero Hora (esse é mesmo o nome da rua), um ao lado do outro, conversávamos sobre alguma coisa, não lembro o que era. Lembro que era naquela hora. Olhei pra cima, pedi ajuda pra Deus, nós andávamos meio unidos naqueles tempos, só agora me dei conta, olhei pro céu e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais um dia se foi e ainda não fiquei contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caguei, caguei, caguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, ela respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia onde me enfiar. Puta-que-os-pariu. Chegamos na frente da casa dela. Eu só me xingava. Ò burrice cruel. Ela estava bonita, talvez só achasse ela tão bonita uns quatro ano mais tarde quando a visse de relance em uma festa. Eu era o mesmo, sem graça, magricela, cabelo grande e de mão no bolso, o retrato do derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho que entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá, até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um Sábado. Aquele dia dormi escutando Patience, do Guns.&lt;br /&gt;Dois dias depois, quando voltávamos juntos da aula e paramos na esquina do Planalto (restaurante onde ela almoçava), pedi pra ficar com ela. Deveria ser décima sétima vez que eu fazia aquilo. Ela respondeu quem sabe. Poxa! Não era um não sei, havia uma esperança naquele quem sabe. Fiquei o dia inteiro criando, ou fazendo crescer, as esperanças. No outro dia perguntei no meio de uma aula de Educação Artística:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquele quem sabe era mais pra sim ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;A derrota era eminente. Previa meu mais novo fracasso. Sou um derrotado nato, deveria comentar isso no começo da narrativa, desculpem. Então ela respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais pra sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez em três anos eu estava perto da vitória, perto do objetivo que mais persegui durante a adolescência, do apogeu das minhas quase conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram essas duas letras idiotas que consegui pronunciar naquele momento. É desnecessário contar que um dia depois levei um fora e fiquei as férias inteiras mal. Assim foi o primeiro ano das grandes derrotas.&lt;br /&gt;Foi no outro ano que o termo “animal” surgiu entre meus amigos. Talvez esse termo tenha sido o mais correto para denominar o que fiz, passei e senti naquele ano. Agora vou escrever pela primeira vez sobre um dos fatos mais trágicos que passei na minha adolescência frustrada: O Acampamento. Escrevo com letras maiúsculas porque esse episódio foi um divisor de águas na vida desse ser que escreve e mal, por sinal. Tomo a liberdade de escrever o nome dos três seres que me acompanharam nessa viagem ao centro da terra (Júlio Verne que me perdoe): Fernando, meu amigo há mais tempo, conhecedor de todos os caminhos e descaminhos que a obsessão Lauren tomou, também tinha seus motivos para a indiada, talvez motivos até mais nobres que o meu. Luis Fabiano, colega e amigo, não sei o porque de sua ida té hoje, mas enfim. Moisés, colega e pseudo-amigo, com certeza e é a primeira vez que escrevo a palavra certeza nessas duas folhas, o motivo de nossa total ferração no tal acampamento. Tenho necessidade de situar o leitor nessa história na qual o espaço tem função de personagem, ou até mesmo protagonista. Saímos de Bom Jesus, nordeste do estado, com um ônibus, que estava com pelo menos noventa porcento das pessoas que não gostávamos , e fomos parar em Dom Pedrito, fronteira com o Uruguai. Talvez o leitor não tenha noção do tamanho dessa odisséia terrestre (Júlio Verne que me perdoe novamente), mas atravessamos o estado do Rio Grande do Sul, viajamos por doze horas e você que não deve ser um leitor burro já sabe porque de toda essa jornada. Sim, ela. O lugar era terrível, as pessoas que estavam nele eram piores, e tudo deu errado. Tudo! Montamos a barraca no meio de um monte de merda, eu e o Fernando tivemos que dormir na área da barraca, pois o Fabiano e o Moisés ocuparam os quartos. Durante o dia o calor era insuportável e durante a noite o frio era de encarangar. Na primeira noite, os nossos pseudo-companheiros de acampamento quase derrubaram a nossa barraca, levei um tijolaço na cabeça que até hoje não sei como não senti, pois estava dormindo. Passada primeira noite, juntados os mortos e os feridos, o Fernando tomou uma iniciativa, iríamos trocar a barraca de lugar, desmontar, montar e procurar um lugar ao sol (agora é a Érico que peço desculpas). Passamos um dia relativamente calmo, mas a noite foi terrível, quase apanhamos com uma colher de pau, alguns caras queriam mandar nas nossas coisas, nas nossas atitudes e nos nossos passos. Absolutismo contra o qual lutamos, tá bom que um pouco cagados, mas lutamos, os outros caras implicaram com a gente por causa do Tio Musa, quero acreditar nisso, que era, e ainda é, um ogro em pele de gente, nos metemos nas maiores confusões e os outros, e as outras, ainda riam da nossa cara. Naqueles dois dias de sofrimento entendi realmente o sentido das palavras injustiça e azar. Mas ainda não contei o maior motivo de nossas decepções, pelo menos as minhas e as do Fernando, vou contar essa parte agora.&lt;br /&gt;O motivo pelo qual fomos estava claro. Só que ficamos sem esses motivos no primeiro quilômetro da nossa jornada. A Lauren ficou com um cara que o apelido era Boceta, imaginem a beleza da criatura. E o motivo do Fernando simplesmente o ignorou. Depois de três dias em terreno inimigo, um dia de viagem e uma bagagem de coisas ruins, numa madrugada de Domingo para Segunda, chegamos ao Bonja. Descemos do ônibus, juntamos nossas coisas o mais rápido possível, saímos caminhando na chuva fina que caia na cidade. Chegamos até a esquina do Baggio, ponto no qual sempre parávamos para conversar, não interessava o dia, o tempo, a hora. Eu e o Fernando nos olhamos. Não trocamos uma palavra. Ele seguiu reto e eu dobrei a esquina. Foi o fim de uma era.&lt;br /&gt;Os acontecimentos do resto daquele ano foram ruins, claro que não consegui ficar com a Lauren, o Fernando também não teve muita sorte com a outra guria. Talvez tenha sido o pior ano de nossas vidas, mas ele não duraria pra sempre.&lt;br /&gt;Em 2006 o Fernando já estava em Porto Alegre. Eu continuava no Bonja e na mesma, na mesma não. Distribuí um pouco as minhas tentativas, fiquei com outras gurias, mas o objetivo cego ainda era a Lauren. Quando terceiro ano começou, bati na trave, estive mais perto de ficar com ela do que naquela noite de novembro. Chegar perto não é conseguir, se faltar um passo que seja, ainda falta. Não consegui naquele começo de ano e pela primeira vez em cinco anos deixei a Lauren um pouco de lado. Acho que nesse momento eu deveria escrever um pouco sobre a Recilia e de como ela surgiu. Ela me deu alguns foras, mas ficamos e, acreditem, namoramos. Continuei gostando da Lauren durante esse pseudo-namoro, mas estava um pouco de lado. Quando chegou agosto, eu tive que fazer o ENEM, minha mãe queria que eu passasse, minha irmã queria que eu passasse e meu pai, bom, ele nem sabia se eu iria fazer a prova. Se eu passasse eu poderia conseguir uma bolsa, seria o único jeito de um guri chinelo como eu entrar na faculdade. Um dia antes da prova eu estava mal, sabia que ia me fuder, o que eu faria da vida? Trabalharia o resto da minha vida na prefeitura como meu pai? Iria colher maçã ou batata como a maioria da população? Viraria um vagabundo? Decepcionaria a fé excessiva da minha mãe e da minha irmã? Assumiria definitivamente meu papel de fracassado e derrotado? Perguntas e mais perguntas. Eu estava com a Recilia nesse dia. Estava desesperado. Conversei com ela e lá pelas tantas chorei. Porra! Era a única chance que eu tinha de ser alguém e sair daquele lugar totalmente adverso a mim.&lt;br /&gt;Não posso negar, a guria me deu o maior apoio. Disse que se eu não passasse não era o fim do mundo, que ano que vem tinha de novo.Talvez tenha sido o único momento de sinceridade entre nós. No outro dia fui fazer a prova. Viagem sem sofrimento até Caxias. Minha turma inteira foi, a Lauren também. Lembro que eu levei Quincas Borba pra ler durante a viagem e que o Fabiano foi sentado ao meu lado. Chegamos lá atrasados, quase perdi a prova, cinco horas depois saí e saí com a certeza de que tinha me ralado. Fomos jantar. Depois de comer, lembro com a maior nitidez possível, chamei a Lauren e perguntei se ela achava que eu estava feliz. Ela não soube o que responder, começou a me perguntar se eu não estava, qual era o problema. Respondi que não, que ainda gostava dela, que havia cinco anos que tentava ficar com ela e só levava fora, que ninguém tinha feito mais que eu, que ninguém merecia mais que eu. Paramos de conversar, a volta estava começando. Como todo mundo estava aliviado por se livrar da prova e o trago ajudava ainda mais nesse processo de conquistar o alívio, a volta foi alegre. Eu ainda estava ao lado do Fabiano, pelo menos até resolver ir para o fundo do ônibus. Apesar de estar no fundo, me mantive um pouco isolado da fulia. Vi a Lauren do outro lado, nossa conversa estava inacabada, pensei. Fui para o lado dela. No começo disfarcei, escorei meu braço no banco, ela se escorou no meu braço, abracei-a, depois de algum tempo soltei. Sentei no banco de trás dela. Ela caiu no meu colo, disse que estava com sono e iria dormir um pouco ali. Meu lado de humilhado, de homem sem vergonha e derrotado buscando vingança dizia que eu tinha que agarrá-la, que era aquele o momento do triunfo. Mas meu lado honesto venceu, ou melhor, me derrotou. Pensei na minha quase namorada que tinha me apoiado um dia antes, pensei que eu não queria me aproveitar da guria, pensei, pensei e pensei demais. A ignorância é uma benção, se eu não tivesse pensado tanto...&lt;br /&gt;Os meses passaram e perdi a chance, a namorada e as esperanças de passar na porra do ENEM. De outubro a fim de novembro minha vida se baseava em acordar, ir para a escola, almoçar, esquentar um café, pegar um dos sete volumes do Tempo e o Vento, sentar no vaso, ler, levantar. Limpar a bunda, lavar as mãos, escovar os dentes, deitar, dormir, acordar, ir jogar no Grupo, voltar, tomar banho, esquentar o café, ler, dormir, levantar e começar tudo de novo. Em uma Quinta-feira, eu prosseguia na minha rotina, quando, na hora do sono, o telefone tocou. Era minha mãe. Há alguns dias ela pedia os números dos meus documentos para ver minhas notas do ENEM, claro que eu sempre “esquecia” de entregar, um dia ela pegou os documentos e viu minhas notas, foi esse dia que ela ligou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bah meu filho, vi tuas notas na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pronto pra mijada, decepção de mãe é uma das piores coisas da vida de um ser humano, sem nenhum entusiasmo perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inacreditável, mas passei, era uma Quinta-feira, não vou mais esquecer. Na noite desse dia fui a um jogo com o Croco, figura que eu não poderia deixar de falar, não tem nada a ver com a Lauren e o resto, mas é uma grande figura.&lt;br /&gt;No outro dia, fui pra aula um pouco mais aliviado. Nossa turma estava deixando a escola, teria um churrasco no Sábado, estavam combinando. Como eu tinha aula de Literatura, não dei muita bola. Naquela aula a professora passou O Auto da Compadecida. Lembro que foi a última vez que entrei na sala de vídeo da escola. Fui um dos primeiros a sentar pra ver o filme. A Lauren e a Greicy, melhor amiga dela que não citei até agora, sentaram ao meu lado. Apesar de ver o filme umas cinco vezes, eu estava prestando atenção. Quando a aula acabou, a Greicy disse que queria falar comigo. Nem dei bola. Peguei meu material e fui pra casa, afinal eu tinha que almoçar, esquentar o café, sentar no vaso, ler... E ainda tinha jogo às cinco. Dormi até às cinco da tarde. Acordei com a minha mãe chegando e me pedindo para ir comprar pão. Fui, voltei e fui jogar. Não joguei tão mal aquele dia. Depois que sai do Grupo deu um temporal. Fiquei em casa até o outro dia. Meu pai, nos sábados à tarde, tinha a mania de ver os jogos da segundona, eu via junto. Grande figura o Pita, no intervalo ele pedia que a mana fizesse o café e eu fosse comprar pão. Naquele Sábado foi a mesma coisa. Depois do café, do jogo e da tarde, o Fabiano me ligou, ele queria ir no tal churrasco, perguntou se eu ia (pra variar eu estava pelado), disse que sim. Uma hora depois ele chegou lá em casa e fomos. Chegamos e, é claro, ela estava lá. Sentei em um canto e fiquei só ouvindo as conversas. Então a Greicy veio falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tu e uma pessoa podiam ficar hoje, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É, mas não depende só de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas a outra parte eu garanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo gira, gira, gira e volta pro mesmo lugar, advinhem o que eu falei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Oh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não bebia, mas aquele dia era uma exceção. Bebi até ficar um pouco tonto. Na hora de comer, dei um jeito de sair. Peguei os míseros cinco reais que a mãe tinha me dado e fui comprar um refri. Lembro que caminhava meio tonto pela rua. Cheguei na praça e comprei o tal refri, que por sinal acabou com as minhas poucas finanças, com o um e cinquenta que sobrou comprei um chiclé, Trident gosto de pasta de dente, não esqueço. Voltei pro churrasco com o refri. Todo mundo estava comendo, não comi nada. O Fabiano estava de camioneta , esqueci de falar que o Tio Musa estava junto com nós dois. Pedi que o Fabiano me desse uma carona até em casa, precisava pegar uma blusa. Quando entramos na camioneta falei pros dois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que vou pegar a Lauren.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tá sempre pegando, disse o Tio Musa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expliquei a situação. Eles também achavam que eu pegava. Eu queria contar pro Fernando o acontecido, mas não deu. Fui em casa, escovei os dentes e voltei. Todo mundo que estava no churrasco resolveu ir para a praça. Eu e a Lauren fomos junto com o Fabiano. Pra ser sincero, eu achava que a coisa bateria na trave de novo, o cara leva uns tombos e aprende a desconfiar. Mas quando nós estávamos na camioneta do Fabiano ela se agarrou em mim e pegou na minha mão com força, não tive mais dúvidas. Paramos finalmente na praça, todos desceram, alguns foram embora, eu e ela esperamos. Quando ela decidiu ir embora eu sabia, os cinco anos convergiram para aquele momento. Fui junto com ela. Na frente da igreja peguei na mão dela. Fomos até a área do Seu Barbosa, lugar que o Fernando descobriu como sendo o melhor para ficar com uma guria. Sentamos. Ela estava com uma blusa preta, sapatos pretos e calça jeans e claro que estava bonita.&lt;br /&gt;Ela ajeitou o cabelo. Eu sabia que era agora, que não tinha volta, que o resultado das coisas que o guri da sétima, da oitava, do primeiro, do segundo, do terceiro tinha feito, que as tentativas frustradas, que as humilhações, que as decepções, que tudo acabaria ali. Peguei no rosto dela e beijei.&lt;br /&gt;Acabou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Título roubado de Érico Verissimo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-7895142909079285231?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/7895142909079285231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=7895142909079285231' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/7895142909079285231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/7895142909079285231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/07/saga.html' title='Saga*'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-7905006190105577384</id><published>2008-06-24T11:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T12:08:25.174-07:00</updated><title type='text'>Comentário</title><content type='html'>&lt;em&gt;Essa foi minha última postagem no outro blog. Não sei por que coloquei  ele aqui, deve ser um modo de socializar a mediocridade. Passei três meses sem postar nada lá e eis que surge isso. lamentável, mas pelo menos saiu. Além do mais, não tem problema nenhum eu colocar uma postagem de lá aqui, ninguém lê aquele e esse muito menos. Bom, sem mais rodeios: que coisa ruim!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Admito que já não escrevia bem quando praticava, então, depois de três meses escondido, não poderia acontecer um milagre. Tenho consciência das minhas (im) possibilidades criativas e acho que isso já é argumento suficiente para falar o que não quero e não posso ser.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bah!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que momento de reflexão horrível. Vou acabar com esse post antes que saia mais merda.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-7905006190105577384?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/7905006190105577384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=7905006190105577384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/7905006190105577384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/7905006190105577384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/06/comentrio.html' title='Comentário'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-6614051613213491410</id><published>2008-06-24T11:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T11:58:17.834-07:00</updated><title type='text'>10:30</title><content type='html'>&lt;em&gt;10:30 e era agora. Tirou coragem do fundo do estômago e foi. Tinha que falar. As consequências, bem, eram as consequências. Um frio do cão. Ela caminhava do lado dele, mais linda que nunca. Perguntou o que ele queria falar com ela. Discurso decorado, ele soltou tudo de uma vez: te acho muito simpática, linda e não vou fingir que não quero ficar contigo. Burro! Má hora, mau  lugar. Mas quem vai até a metade vai até o final. Ela perguntou o que mais, ele não tinha mais. Pensou que aquilo era muito, era toda sua capacidade. Ficou embaraçado. Colocou as mãos nos bolsos. Levantou a sobrancelha.&lt;br /&gt;Silêncio constrangedor.&lt;br /&gt;Ele sabia da resposta. É um bom perdedor, ou simplesmente um acostumado. Balbuciou um começo de frase: É que...Foi interrompido, ela falou. Sou muito ligada a outra pessoa, quero que você entenda, não dá. Ele responde que sim, pelo menos um sim seria ouvido naquela noite. Ele não tem mais o que falar. Acabou. Ele tem o dom de terminar antes mesmo de começar. Falou. É seguidor da filosofia fajuta de que é melhor a vergonha de não ter conseguido do que a vergonha de não ter tentado. Papo furado. Se fude as tentativas!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-6614051613213491410?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/6614051613213491410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=6614051613213491410' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6614051613213491410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6614051613213491410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/06/1030.html' title='10:30'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-8892602084897571984</id><published>2008-06-05T12:19:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T12:35:32.113-07:00</updated><title type='text'>Ainda</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ainda falando de literatura, queria dizer que ela deve ser despersonalizada. Nossa literatura é baseada nos antigos nomes: Homero, Shakespeare, Cervantes, Dante, Camões, Goethe. Que fique bem claro que reconheço a qualidade e a originalidade desses grandes, mas o conceito de boa literatura e originalidade é entrelaçado a essas pessoas. Harold Bloom diz que não existirá nada melhor que Shakespeare, não acredito nisso. Grandes obras podem surgir em quaisquer épocas. Qualidade e originalidade não estão atreladas ao passado. Pelo menos eu acho. Mas esse é um pensamento medíocre de um mau aluno de Leitura de Autores Clássicos, disciplina das segundas e quartas das sete e meia às nove que está tirando o meu sono. Está certo que aprendi que os Clássicos são obras atemporais e que eles nos dizem algo em qualquer época ou nunca acabam de nos dizer o que realmente querem dizer, mas, sinceramente, às vezes penso que essas coisas não têm sentido algum. Não acredito na Teoria, não acredito em tudo que ela vê ou quer ver. É só isso.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-8892602084897571984?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/8892602084897571984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=8892602084897571984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8892602084897571984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/8892602084897571984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/06/ainda.html' title='Ainda'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8462916284911231962.post-6261878602603893948</id><published>2008-06-05T11:37:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T12:18:37.951-07:00</updated><title type='text'>Érico</title><content type='html'>&lt;em&gt;Nunca escrevi sobre literatura em nenhum dos blogs. Não quero parecer intelectual nem mostrar que li o que os outros não leram. Intelectualizar-se é excluir-se. Pelo menos eu acho. Mas vamos ao que realmente quero escrever: Érico Verissimo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Maior escritor que já li. Literatura é sinônimo de subjetividade, logo, ele pode ser o maior para mim. A primeira obra com a qual tive contato foi Clarissa, na pouca luz dos meus treze anos, achando que não existia nada melhor que Harry Potter. Li Clarissa em uma semana. Achei maravilhoso. Talvez tenha sido meu primeiro contato com literatura de verdade, "descobri" um grande escritor. Morava em uma cidade pequena, não era tão fácil assim de conseguir livros, mas fui conhecendo outros: Música ao Longe, Caminhos Cruzados, Olhai os Lírios do Campo, Um lugar ao Sol, Saga, O Prisioneiro, Incidente em Antares e finalmente cheguei ao Tempo e o Vento e simplesmente não sei o que dizer sobre os sete livros que contam a história dos Terra Cambará. Na verdade não é a história das duas famílias, é a história de dois séculos da verdadeira História do povo gaúcho, desde o abandono que a província sofria até a queda de Vargas em 45. Inacreditável como um autor teceu História e ficção tão brilhantemente. Talvez Zola e Balzac tenham feito isso também, mas Érico escreve sobre as nossas revoluções e os nossos Napoleões e isso faz toda a diferença. O Tempo e o Vento é o único livro que eu gostaria de ter escrito.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8462916284911231962-6261878602603893948?l=finalidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://finalidades.blogspot.com/feeds/6261878602603893948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8462916284911231962&amp;postID=6261878602603893948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6261878602603893948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8462916284911231962/posts/default/6261878602603893948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://finalidades.blogspot.com/2008/06/rico.html' title='Érico'/><author><name>Fábio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06068940067471642342</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='17' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_sN4MFocfMD0/SKm9oitAmPI/AAAAAAAAAAM/hKDS9689uQ8/S220/1345748.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
